Basquete vai à Justiça contra CBB


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Agora é oficial. Para garantir sua participação na próxima edição da Liga Sul-Americana, o departamento jurídico do Franca Basquete entrou com uma ação judicial contra a CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O Minas Tênis Clube, que foi inscrito na vaga que pertencia ao time francano, também foi citado. José Luiz Lana Mattos, advogado do Franca Basquete, não informou detalhes sobre o caso, mas a ação judicial francana foi confirmada após uma consulta feita pela reportagem do Comércio da Franca ao site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A decisão da CBB (repassar a vaga de Franca para o Minas Tênis sob a alegação de que o clube local não está inscrito no próximo Nacional e por isso, segundo uma nova regra estabelecida pelos times do torneio, não poderá representar o País) não revoltou somente os diretores francanos. Entre as entidades que manifestaram descontentamento com a informação antecipada ontem pelo Comércio estão a FPB (Federação Paulista de Basquete) e a ACB (Associação Brasileira de Clubes de Basquete). Luís Inácio Messias, conselheiro da ACB, afirmou que Heraldo Panhoca, advogado especializado em causas esportivas e que defendeu o Corínthians no imbróglio com o atacante Nilmar, pode auxiliar Franca na guerra jurídica contra a CBB. "Ele está dando respaldo jurídico à associação para constituir nossa diretoria e confeccionar os estatutos. Ele já está informado desta pendência e poderá ajudar Franca quando necessário", afirmou. Em entrevista ao Comércio, Panhoca fez duras críticas à CBB. "O presidente da Confederação está atravancando o desenvolvimento do basquete brasileiro e deveria desocupar o cargo imediatamente", disparou. Dentre as causas esportivas vencidas pelo advogado nos tribunais, estão os embates do judoca Aurélio Miguel contra a CBJ (Confederação Brasileira de Judô), quando o atleta foi excluído de uma seletiva para o Campeonato Mundial. Panhoca também advogou a favor dos clubes que estavam na Nossa Liga e que acabaram conseguindo, através da Justiça, o direito de disputar o Nacional de Basquete de 2006. José Guilherme Calil, presidente do Franca Basquete, demonstrou confiança na participação da equipe na Liga Sul-Americana. "Tenho certeza que a justiça será feita. Temos direito à vaga e não vai ser uma decisão arbitrária que nos fará desistir da competição", disse.

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