‘Sem discussão, manifestações de artistas, opiniões, concurso, participação do povo, consenso; sem nada disso que caracteriza a pluralidade de idéias e o pleito no regime democrático, o francano foi informado ontem, pelo Comércio, de que tem uma nova bandeira’. Assim tem início o texto de Sônia Machiavelli, no jornal de ontem, para manifestar o seu espanto cívico pela forma como foi promovida uma mudança em um símbolo de toda uma comunidade (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=23039). Sóbrio na argumentação, elegante na forma e direto no conteúdo, Sônia desnuda uma visão de mundo de um governante e da maneira como prioriza a relação com a sociedade. O processo excludente para definir as mudanças, e se elas são necessárias, não distoa de outros momentos de definições de políticas públicas do atual governo. O governo Sidnei Rocha é autoritário na relação com o servidor, na relação com os seus secretários, na relação com a Câmara Municipal - reduzida a mero coadjuvante, sendo o seu caráter fiscalizador reduzido a pó -, na relação com a oposição, na definição de prioridades, na relação com a cidade; enfim, na relação com a política. Quero agradecer a Sônia Machiavelli por apresentar o sopro de lucidez que representa seu texto; tem um valor universal, pois do ponto analisado permite enxergar o todo da postura de um governante. Aproveito também para fazer um paralelo: já imaginou se tal atitude fosse adotada no governo do PT em Franca? Qual seria a reação da rádio Hertz, de seus radialistas e de seu proprietário? Como reagiriam os ‘cansados’ de hoje, incrustados em entidades representativas? Como reagiriam os senhores das lojas maçônicas? Como se comportariam os vereadores Luís Carlos Fernandes, Jepy Pereira, líderes da oposição de outrora? Não fiquem indignados, são perguntas singelas.
Jefferson William Ribeiro
ex-secretário de Governo de Franca, é leitor do Comércio
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