A aula de ontem na Escola Estadual “Jorge Faleiros”, de Patrocínio Paulista, foi diferente. Os cadernos e livros foram deixados de lado e deram lugar a maquetes e cartazes. Todos os professores e os mais de 1,7 mil alunos se uniram para promover a Feira da Ciência. Foram meses de preparação e o resultado não poderia ser melhor. Os estudantes mostraram, por meio de trabalhos manuais, tudo o que aprenderam no decorrer do ano letivo. Nenhuma disciplina foi esquecida. Entre os temas tratados estavam aquecimento global, literatura, educação fiscal, reciclagem, o perigo da dengue, a importância da nota fiscal e até a cultura japonesa.
A coordenadora da escola, Ana Maria Martins, disse que toda a escola se envolveu no projeto desenvolvido desde abril. Uma das salas mais disputadas era a da turma de inglês, que aproveitou a comemoração do Halloween para “assustar” os colegas. “É muito bom. Todos entram no clima e agitam bastante”, disse o estudante Mateus Lemos, 15.
O aquecimento global foi tratado principalmente pela turma da 8ª série. Um globo em chamas (feitos com ajuda de papel colorido e um ventilador) simbolizava o aquecimento da terra. As agentes comunitárias deram uma “forcinha” para os adolescentes e recolheram garrafas pets.
Em parceria com a Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca, foi trabalhada a importância da reciclagem das embalagens de produtos agrotóxicos. Já os contadores de histórias exploram as obras de Machado de Assis, Clarice Lispector, Castro Alves, entre outros. Os professores Rosângela Siqueira, de física, e Leonardo Domingos, de biologia, não saiam de perto dos alunos que trabalhavam a questão da geração de energia. “Os alunos realmente se envolveram”, disse, empolgada, Rosângela.
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