No lombo da mula


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Este aí, sou eu, o fotógrafo Silva Júnior. Acompanhei e fotografei a viagem. Também fiz um ‘test drive’ no burro Reboque. Com grande expectativa, o grupo pegou a estrada sentido a Serra da Canastra . Pela frente, 75 quilô
Este aí, sou eu, o fotógrafo Silva Júnior. Acompanhei e fotografei a viagem. Também fiz um ‘test drive’ no burro Reboque. Com grande expectativa, o grupo pegou a estrada sentido a Serra da Canastra . Pela frente, 75 quilô
No dia 19 de outubro, um grupo de 8 pessoas começou uma bela aventura pela região: cavalgar, no lombo de mulas, de Delfinópolis (MG) até a Serra da Canastra. Este fotógrafo que vos fala foi um dos aventureiros e mostra aqui as lindas paisagens e cenas do passeio. Já que a dor nas costas, nas pernas e em lugares impublicáveis não dá para compartilhar. Antes da partida, o muleiro Carlos Roberto da Silva faz o tradicional rabo de abacaxi (espécie de trança) no burro Reboque para dar um charme. A trança é feita em todos os animais. A mula Carçada, uma dos oito animais que participaram de um passeio à Serra da Canastra, foi a primeira a desembarcar do caminhão em Delfinópolis (MG). Ponto de partida da aventura. Delcio de Castro, em sua mula Carçada, preferia enfrentar sempre lugares mais altos para curtir a vista. Ficava impressionado. O grupo seguia ao lado não menos admirado. A primeira parada é no antigo Clube do Claro, fechado há anos. Carlos Antônio da Silva admira a beleza do lugar. E toda a turma aproveita para se refrescar do calorão. O grupo optou por cozinhar na mata. José Eurípides Santos é o cozinheiro da tropa. A fome era tanta que Delcio Antônio de Castro e Alisson Cintra nem conseguem esperar. Depois do almoço, de volta para a estrada. Carlos Antônio passou pelo cerrado com queimadas e pedras. O cansaço e as dores começam a ser evidentes em todos. Eu que o diga. Dá-lhe dorflex... Carlos Antônio e seu irmão Nilton César apertam o passo. O céu anuncia que um temporal se aproxima. Chegamos a uma fazenda onde fomos recebidos pelos donos da casa. Os animais ficaram descansando e o grupo seguiu de caminhonete para a pousada da Vanda. Fim do primeiro dia. Ainda de caminhonete, em meio a cantoria de música sertaneja, chegamos ao arraial de São José do Barreiro. Para alívio geral, já que estávamos todos de garganta seca, com dores e cansaço, mas ainda assim, satisfeitos. No dia seguinte, visitamos vários lugares. Subimos em uma rocha para admirar a beleza do local. Ninguém escondia a satisfação de estar ali. Enquanto isso, as mulas descansavam. Delcio de Castro, em sua mula Carçada, preferia enfrentar sempre lugares mais altos para curtir a vista. Ficava impressionado. O grupo seguia ao lado não menos admirado. A paisagem na região é impressionante. Durante toda a tarde visitamos a Serra e conhecemos lugares incríveis, como o lago abaixo, que é guardado por um belo flamboyant. Cai a tarde. De volta à Pousada da Vanda, um churrasco no forno de cupim e uma partida de truco encerram nosso segundo dia de aventura. Às 23 horas, todos se recolheram. Mas quem disse que dormiram rápido? Pelo contrário, muita brincadeira entre os amigos e comentários sobre as belas paisagens. Hora da partida. Por volta das 9h30 do dia 21 de outubro, o grupo iniciou o caminho de volta. Mais 75 quilômetros. Na bagagem, muita imagem guardada na mente e na minha máquina fotográfica. No final, já estava tão cansado, que não agüentei subir no burro Reboque

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