Assassinado de maneira violenta ontem, o cabeleireiro Benedito Estevan de Andrade já havia sido o personagem principal de outra brutal ocorrência que terminou com dois mortos há três anos. Vítima de roubo dentro de casa na época, Benedito conseguiu escapar com vida, mas um amigo e um dos assaltantes morreram durante a ação. A polícia não acredita em ligação entre os casos.
Madrugada do dia 6 de janeiro de 2004. Benedito estava assistindo televisão em casa, no Bairro Higienópolis, com o amigo André Luiz de Aguiar, no momento em que bandidos armados invadiram o local. As vítimas foram amarradas e os bandidos passaram a colocar objetos de valor no interior de uma caminhonete do cabeleireiro.
Ao saírem, deixaram Benedito trancado em um dos cômodos e decidiram levar André Luís no Chevette dele. O refém foi executado com um tiro na nuca a quatro quadras da casa. Durante as perseguições, uma guarnição da PM se deparou com o veículo na estrada velha entre Franca e Batatais. Houve troca de tiros e os policiais mataram Carlos Alberto de Andrade, 27, o “Beto”.
Quatro meses depois, os agentes da DIG esclareceram o caso e prenderam seis criminosos. Quatro deles foram julgados em junho de 2005 e condenados a uma pena que, se somada, atinge 114 anos. Acusado de envolvimento, Erickson Apolinário fugiu da cadeia e ainda não foi julgado. “A princípio, não vejo relação entre as ocorrências. Nossa linha de investigação aponta para outras possibilidades”, disse Murari.
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