Aparecida: ‘Não vou falar nada’


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A advogada Aparecida Donizete de Souza está com o dinheiro da aposentada há três anos. Por qual motivo não fez o pagamento? Onde gastou o dinheiro? A acusada se recusa a esclarecer estas dúvidas. Ela mantinha um escritório na Vila Nicácio e fechou as portas há seis meses. Passou recentemente por uma cirurgia e afirma estar de repouso. Atende aos clientes com hora marcada em sua residência. Aparecida mora no 10º andar de um prédio na Avenida Antônio Barbosa Filho, em frente ao Wall Mart. A entrada é controlada por portão eletrônico e segurança. O apartamento oferece privilegiada visão para o hipermercado e para o Franca Shopping. Foi lá que a advogada recebeu a reportagem do Comércio ontem à tarde. Teve o cuidado de autorizar apenas a entrada do repórter. Mandou a secretária avisar que o fotógrafo não era bem-vindo. Vários processos amontoados sobre uma mesa evidenciam que Aparecida está atarefada. Desconfiada e fumando sem parar, ficou irritada ao ser informada do motivo da visita. Não quis se manifestar sobre as acusações e preferiu deixar os questionamentos sem respostas. “Não vou falar nada. Não quero me manifestar. Isto, está sub-judice”. Admitiu o débito e disse que os valores ainda estão sendo discutidos. Durante a apuração do processo, Aparecida também não apresentou justificativa convincente por não ter pago a cliente. “Para nós, ela não deu explicações e alegou que não tem mais o dinheiro. Na Justiça, disse que a cliente não quis receber”, disse o advogado Ademir de Oliveira.

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