Sidnei Rocha desmente secretária: ‘Não há estudos’


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A municipalização tem sido tratada com discrição no gabinete de Sidnei Rocha. Procurado na segunda-feira, o prefeito negou as negociações com o Estado e até desmentiu a secretária municipal de Educação, Leila Haddad. Segundo o tucano, não há qualquer movimentação no sentido de municipalizar as classes de 1ª a 4ª séries. “Não há nenhum estudo a respeito e discussão sobre o assunto”, manifestou Rocha, via fax. O tucano disse ainda não ter sequer um posicionamento formado sobre os prós e contras da municipalização. O diretor da Divisão de Comunicação Social da Prefeitura, Marcelo Facury, foi ainda mais incisivo. Para ele, Leila está atropelando suas atribuições ao declarar que está fazendo os estudos pertinentes ao assunto. “Do gabinete não há qualquer orientação nesse sentido. Se a secretária está fazendo estudos, é por conta própria”. Nos bastidores, porém, a informação é outra. O prefeito, de acordo com uma fonte, não está propenso a falar sobre o assunto, pois a municipalização seria, a princípio, “uma tremenda furada”. “Um aluno da Prefeitura custa muito mais caro que um do Estado e eles repassam de acordo com o custo deles. Isso criaria problemas de caixa”, disse a fonte, sem citar valores. Nem a secretária Leila soube precisar quanto custa cada aluno para a Prefeitura em sua rede de ensino. “Não tenho (o valor). A gente ainda vai fazer isso (o cálculo) na secretaria”, disse. Mais acessível, o Estado revelou que em sua rede cada aluno de 1ª a 4ª séries consome R$ 1,89 mil por ano do Fundeb (Fundo da Educação Básica). Ela também não disse quantas escolas do ensino básico sofreriam a alteração em Franca.

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