O advogado Raimundo Alberto Noronha recebeu a reportagem do Comércio em seu escritório ontem à tarde. Estava nervoso e demonstrou desconforto ao comentar o assunto. Negou as acusações, mas teve dificuldade para justificar sua atitude.
Noronha, como é conhecido, disse não ter cometido nenhuma irregularidade. “Não se tratam de saques indevidos. Se houve saques, é porque foram autorizados pela Justiça e a procuração me dava poder para isso”. O advogado garantiu que era de conhecimento de sua cliente que o pagamento do seguro já havia sido feito. “Acontece que essa senhora, na hora de fazer os acertos com relação ao pagamento de honorários, entendeu por não cumprir o contrato assinado. É por isto que existe esta pendência”.
O advogado afirma ter avisado Marinalda e o marido dela sobre a liberação do pagamento durante encontro que teve com o casal no fim do ano passado na loja de conveniência de um posto de gasolina. “Pedi a ela que viesse ao meu escritório para fazermos o acerto. Ela apareceu um tempo depois, mas não houve acordo”.
Noronha disse que o dinheiro da professora está disponível e que está sendo depositado judicialmente. “Se ela quiser, pode vir aqui, imediatamente, que o pagamento será feito”.
Marinalda nega ter sido informada por Noronha sobre o pagamento do seguro no fim do ano passado. “Que mentira, como tem coragem de falar isso? É um absurdo. Só fiquei sabendo no começo deste mês depois de contratar uma advogada e entrar na Justiça.
Apertada como estou, seria lógico eu saber que tinha R$ 50 mil para receber e ficar quieta, esperando o tempo passar? Só se eu fosse muito boba”.
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