Acusado da autoria da fórmula é solto em Uberaba


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A Justiça mineira soltou no último sábado, dia 27, cinco das seis pessoas que ainda estavam presas por conta da operação “Ouro Branco”, que investiga a adulteração do leite longa-vida integral em cooperativas de Minas Gerais. Entre os libertados está o químico de Batatais suspeito de inventar a fórmula para adulterar a composição do leite, Pedro Renato Borges, 50. Procurado pelo Comércio da Franca, o químico informou, por meio de uma amiga, que prefere se manter “reservado”. Uma mulher que se identificou apenas como Natália e disse ser amiga próxima do químico, atendeu a um dos telefonemas da reportagem e afirmou que Borges não quer dar nenhum tipo de declaração no momento. “Ele prefere se manter reservado. Não quer falar nada por enquanto”, afirmou ela. Sobre o paradeiro do químico após sair da prisão, ela se limitou a dizer que ele não estava em Batatais. Borges é apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do esquema de adulteração de leite. Ele teria vendido a fórmula para pelo menos uma das duas cooperativas investigadas, que são a Copervale (Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), em Uberaba, e a Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), em Passos. O Comércio apurou que há pelo menos 12 anos Borges exerce a profissão de químico em cooperativas de laticínio. A operação “Ouro Branco” foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal e levou 27 pessoas suspeitas de envolvimento no crime para a cadeia. Destas, apenas Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, diretor-presidente da Copervale, continua preso.

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