Plantão aos sábados deve ser rejeitado


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Na sessão de terça-feira da Câmara, a polêmica deverá estar, mais uma vez, em torno de um projeto de lei do vereador Marcelo Mambrini (PMN). Uma matéria de sua autoria prevê a instituição de plantão aos sábados na Câmara, entre 8 e 13 horas. Em uma sondagem prévia com os parlamentares, a rejeição deverá ser maciça. Um dos mais indignados com a idéia é Gilson Pelizaro (PT). Para ele, a abertura aos sábados seria “um capricho desnecessário” de Mambrini. “É só pensar um pouco. O cara me procura na Câmara com algum problema. Para onde eu encaminho ele em um sábado? Só se for para o cemitério ou para a polícia”, disse. Outro que se posicionou contra foi Marcelo Valim (PSDB). No seu entendimento, os vereadores têm cinco dias para fazer os atendimentos à população e que a abertura aos sábados não melhoraria em nada o contato. “Eu vou para lá às seis horas atender às pessoas, antes do horário das fábricas. Não teria porque fazer no sábado o que já faço todos os dias”, afirmou. Donizete da Farmácia (PMN), primo de Mambrini, também votará contra. Para ele, não há condições para a Câmara abrir aos sábados. “Não há como encaminhar uma pessoa para a Prefeitura para resolver um problema, por menor que seja. Além disso, nessa polêmica toda de horas extras, como vamos fazer com os funcionários?”, questionou. Mambrini defende sua idéia e diz que o projeto não está sendo bem interpretado. “Já pensou quantas pessoas poderíamos ter atendido em um sábado nessa questão do FGTS? E outra, o projeto determina a ida aos sábados é facultativa a cada vereador”, disse. O restante da pauta deverá ser morno, com uma denominação de rua, duas apreciações de vetos do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e uma pequena alteração na Lei Orgânica do Município.

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