Mambrini e Gilson Pelizaro centralizam as polêmicas


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Em uma Câmara com maioria absoluta alinhada ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB), os momentos de polêmica entre Executivo e Legislativo são raros. A maioria das divergências de opinião fica centrada entre os próprios vereadores. Os que mais entram em contenda são Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Mambrini (PMN). O primeiro por exercer papel de oposição. O segundo, pela ânsia de mostrar serviço, que acaba na elaboração de projetos polêmicos ou irrelevantes, quando não ridículos. No caso de Pelizaro, as constantes críticas ao prefeito causam saias-justas com os vereadores da situação. Ele diz não se importar com os bate-bocas. “Não aprovo a forma como ele (Rocha) administra. Ele é autoritário, arrogante e acha que pode passar por cima de todo mundo, inclusive da Câmara. Pode até conseguir com os outros, mas comigo não”, disse. Entre outros, Pelizaro já discutiu em plenário com os tucanos Jepy Pereira, Marcelo Valim e Luiz Carlos Fernandes. Já se referiu a eles, entre outras atribuições, como “bancada do amém” e “cordeirinhos do prefeito”. Em algumas situações, os bate-bocas foram violentos e quase acabaram em briga. “São discussões motivadas por pensamentos e visões distintas. Agora, não tenho medo de polêmica, não serei submisso”. Já Mambrini afirma que não quer brigar com ninguém, mas sim, “mostrar serviço”. Consegue, nem sempre positivamente: raramente uma sessão não traz pelo menos um projeto de lei de sua autoria. No atacado, ele apresentou boas idéias, como a proibição do cigarro em ambientes fechados e do uso de celulares pelos vereadores durante as sessões. O problema é que quantidade e qualidade, nesse caso, não caminham juntas. Assim, Mambrini apresentou, também, muitos projetos irrelevantes. O mais emblemático é o que propunha a obrigatoriedade de iluminação em carroças. Com tal postura, o vereador coleciona críticas dos colegas. Entre outros adjetivos, Mambrini foi chamado de “asno” por Jepy Pereira e de “folclórico” por Luiz Carlos Fernandes. Ainda assim, diz que não vai mudar de atitude. “A pior coisa do mundo é um homem ser omisso. Tenho procurado dar o melhor de mim, mas as pessoas criticam sem entender a idéia”, disse. “No caso das carroças, vão achar irrelevante até alguém se arrebentar em uma delas durante a noite”. APARECIDOS Para o cientista político Ubaldo Silveira, da Unesp de Franca, Mambrini e Pelizaro têm extrapolado na polêmica com o “objetivo de aparecer”. No caso do petista, ele entende que o vereador tem de saber exercer uma oposição mais inteligente. “Não é por ser oposição que ele tem que ser contra tudo. Ele não é o único dono da verdade. Ele tem, sim, de criticar e combater somente o que está errado”. No caso de Mambrini, Silveira diz que o vereador deveria focar suas iniciativas em “polêmicas saudáveis” e não na busca por espaço na mídia. “A polêmica tem de ser em prol do bem comum. A polêmica por coisas esdrúxulas não tem sentido. Qual o benefício que a população terá com projetos mirabolantes? Nenhum. Isso é mais para aparecer”, disse.

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