Prefeito faz surpresa e visita o Conselho de Leitores do ‘Comércio’


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O prefeito Sidnei Rocha apareceu de surpresa na reunião do Conselho de Leitores e, por cerca de uma hora, respondeu a perguntas sobre fatos de sua administração.
O prefeito Sidnei Rocha apareceu de surpresa na reunião do Conselho de Leitores e, por cerca de uma hora, respondeu a perguntas sobre fatos de sua administração.
Conselheiros e editores presentes à terceira reunião ordinária do novo Conselho de Leitores, realizada no sábado, 20 de outubro, foram surpreendidos com o ingresso do prefeito Sidnei Rocha ao ambiente dos trabalhos, sem agendamento prévio. Ele acabava de presidir a inauguração da nova escola “Prof. Hélio Paulino Pinto”, no Jardim Ana Dorothéia e, no caminho de retorno, resolveu passar pelo Comércio para uma visita informal. Sidnei foi, então, convidado a participar da reunião em andamento e não se fez de rogado: aceitou. Seu chefe de imprensa, Marcelo Facury, preocupou-se. Afinal, o ambiente de um Conselho de Leitores, órgão de caráter consultivo do Comércio e Difusora, integrado por cidadãos de várias áreas da atividade francana, preparados ao exercício da crítica ao factual publicado diariamente pelo jornal poderia ser considerado ambiente inóspito ao prefeito, ainda mais sem preparação anterior. Um Sidnei Rocha tranqüilo tomou assento ao lado do diretor-responsável e da presidente do Conselho de Administração do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, Corrêa Neves Júnior e Sônia Machiavelli. A surpresa dos conselheiros foi logo substituída pela certeza da oportunidade: estava ali o principal mandatário da cidade, ao alcance de perguntas “indiscretas” e completamente fora de seu ambiente tradicional, na Prefeitura, onde exercita regularmente, na ocasião de coletivas à imprensa, a fala incisiva e a fina ironia de frasista consumado. Aos poucos, Sidnei foi se enturmando. Ouvia, respondia, participava do andamento da sessão de trabalho quando Júnior, Sônia, Everton Lima (diretor da rádio Difusora), Joelma Ospedal (editora-chefe) ou Luiz Neto propunham novos temas à análise. E o grupo, adaptado à presença do prefeito, também se soltava: depois de um conjunto de perguntas ele olhou para seu chefe de imprensa e reclamou: “Isso aqui, para onde você me trouxe, não é uma visita, é um tribunal”. Risos gerais. Sidnei passou pelo desafio. Falou o que quis, fugiu espertamente de assuntos críticos (a exemplo de quando foi perguntado sobre sua decisão em não demitir os funcionários municipais Wilson Teixeira e Marcos Franceschi, respectivamente ex-Secretário de Planejamento e engenheiro de carreira da Prefeitura conforme fora recomendado por sindicância interna realizada pela Prefeitura, optando apenas por suspendê-los). À porta, espírito desarmado e sorrindo, ainda brincou: “Pelo menos pude contrariar o Comércio, que às vezes me chama de ditador, dentro de sua própria casa”. Ele, o ainda ressabiado chefe de imprensa e o motorista Antônio Carlos, tomaram o carro oficial e seguiram aos próximos compromissos. O Conselho continuou seu encontro ainda sob o clima da visita surpresa e a boa possibilidade de debate com o personagem central de várias matérias que constavam em pauta para serem discutidas. “O importante foi que o prefeito pôde constatar que a abertura ao diá-logo e ao debate são práticas cotidianas no Comércio e Difusora”, disse Corrêa Neves Jr.

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