Prender sem mandado é um dos pedidos


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Além do salário, os delegados querem mudanças na legislação que dêem, no ponto de vista da corporação, mais liberdade para que os delegados possam exercer suas funções. Uma delas é o direito de expedir mandado de busca. Utilizado na localização de provas ou na prisão de criminosos, ele só é liberado por um juiz. Os delegados consideram que a liberdade de poder efetuar um mandado de busca, que seria comunicada em 24 horas ao juiz, sem a autorização judicial daria maior agilidade às operações policiais. O delegado Wanir José da Silveira Júnior cita como exemplo as investigações que são realizadas durante o fim de semana para justificar a solicitação. “Em muitos casos, descobrimos drogas ou armas em uma casa, só que não podemos entrar pela falta de mandado. Na segunda-feira, quando conseguimos, o suspeito já tirou o que tinha na casa”. Outra reivindicação é o direito de decretar prisão sem ser em casos de flagrante. A intenção é que o delegado possa prender o suspeito para investigação por 48 horas, também com a comunicação imediata do juiz. O livre acesso à base de dados de empresas e de órgãos governamentais também está na mira dos policiais. Com esta prerrogativa, os delegados esperam ter acesso ao dados da receita federal, do sistema carcerário, da Junta Comercial, empresas prestadoras de serviços públicos e até mesmo de órgãos como o Serasa e o SPC. “O incrível é que qualquer funcionário das empresas tem acesso às informações, e muitas vezes até as vende para o crime organizado, enquanto a autoridade policial se vê amarrada”, diz Wanir.

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