Nesta semana o Ministério da Defesa anunciará o propósito do governo de acelerar as pesquisas nucleares. Serão destinados R$ 130 milhões para o Projeto Aramar, da Marinha, de enriquecimento de urânio. A informação me foi passada pelo Ministro Nelson Jobim.
Esta será uma das pernas do Plano Estratégico de Defesa, que está sendo montado no momento. Como parte das novas prioridades, o Ministério conseguiu R$ 3 bilhões além dos R$ 6 bi destinados às Forças Armadas. E mais R$ 1 bi de remanejamento orçamentário para o próximo ano.
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Nesse ínterim, o Plano estará sendo montado para ser apresentado, completo, no dia 7 de setembro de 2008. A idéia central será dotar o país de autonomia tecnológica na área de Defesa.
Primeiro, foi criado um Comitê presidido pelo Ministro da Defesa, coordenado pelo futuro Secretário das Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, pelos comandantes das três Forças, e o Ministros da Fazenda, Planejamento e Ciências e Tecnologia.
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Foram feitas reuniões em separado com cada Força. Nelas, foi formulada uma série de hipóteses de necessidade de defesa em tempo de paz. Por exemplo, monitoramento de fronteiras; enfrentamento de forças paramilitares que invadam o território brasileiro; defesa da costa e das plataformas petrolíferas etc. Indagou-se como cada Força pretendia executar essa tarefa de monitoramento.
Na segunda etapa, se passará para indagações específicas, dependendo das respostas que derem. Qual o perfil da tropa e os equipamentos necessários para cumprir a tarefa da melhor forma? Quais as mudanças necessárias em termos de operações?
Por exemplo, para a defesa da Amazônia não há que se falar em organização militar baseada em blindados.
Finalmente, a última questão é sobre como cada Força poderia colaborar com outras para o cumprimento das tarefas.
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Nesses estudos, algumas questões são transversais a todas as Forças. A idéia central é a necessidade de criação de uma tecnologia independente vinda do setor privado. Qualquer política de defesa que dependa de importados, não é eficaz.
Até agora, as compras das Forças eram feitas de maneira isolada. Agora as compras obedecerão a essa política de defesa nacional, com a decisão política de se fabricar internamente os equipamentos.
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Essa tecnologia será viabilizar por uma política de compras públicas. Para tanto, haverá a necessidade de alterações na Lei de Licitações. Já houve uma relevante, dispensando de licitação a compra de produtos de alta tecnologia com implicações na Defesa. Pretende-se ampliar, tirando o “alta tecnologia”. Além disso, haverá a integração dos Institutos Militares nesse esforço.
No fundo, o grande desafio será compatibilizar a urgência em renovar os equipamentos, com a decisão de fabricá-los no Brasil.
Para tanto, haverá licitações para a aquisição de produtos estrangeiros, especialmente aviões, submarino e helicópteros. Mas uma condição será essencial: só com transferência de tecnologia.
Provavelmente em fevereiro serão lançadas as licitações para a compra de submarinos e aviões.
Ladeira abaixo - 1
O dólar continua despencando. Fechou a semana em R$ 1,769 para venda, menor cotação desde 18 de abril de 2000. O excesso de dólares se deveu à oferta pública de ações da Bovespa. Também pesou a possibilidade do FED (o Banco Central americano) proceder a mais uma rodada de corte nos juros. A próxima reunião dos presidentes de FEDs será no próximo dia 31. No momento, a taxa básica de juros está em 4,75% ao ano.
Ladeira abaixo 2
Essa expectativa também provocou a queda do dólar frente ao euro. Na sexta o euro a US$ 1,4394, depois de ter batido em US$ 1,4378. A valorização se seguiu à divulgação da redução das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos. Pesou também o agravamento da crise imobiliária, ampliando as possibilidades de nova redução dos juros americanos.
Ladeira acima
Outro efeito da queda do dólar foi a alta do petróleo, que subiu para o maior nível nominal da história, US$ 92 por barril. A alta foi impulsionada, também, por problemas de produção na Nigéria, e a perspectiva de um inverno rigoroso nos EUA. Quando se analisa o preço real (corrigido pela infla/c) o petróleo se aproxima do recorde de abril de 1980, que foi de US$ 101,70, no começo da guerra entre Irã e Iraque.
O capital da Bolsa
Na abertura, as ações da Bolsa de Valores de São Paulo se valorizaram mais de 50%. Até agora a Bolsa era controlada por sociedades corretoras. Com a abertura do capital, as corretoras se capitalizam e a Bolsa se abre para novos intermediários financeiros, ampliando seus serviços. É o que explica a explosão do preço, somado a especulação natural em lançamentos.
Troca no BC
A troca de três diretores do Banco Central não provocará mudanças substanciais na política do banco. Entra Maria Celina Berardinelli Arraes, para diretora de Assuntos Internacionais. Na Diretoria de Fiscalização entra Alvir Alberto Hoffmann, também funcionário de carreira. Na Diretoria Administrativa, Anthero de Moraes Meirelles, que atualmente é gerente da administração regional do BC em Belo Horizonte.
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