Michele Paula, 28, acorda todos os dias por volta das 6 horas. Um banho rápido, café-da-manhã reforçado e em quinze minutos e está pronta para o dia de trabalho. Ela e outros 32 panfleteiros têm a missão de distribuir, cada um, 2 mil panfletos por dia pela cidade.
Em Franca cerca de cem pessoas trabalham com panfletagem. A diferença de Michele e outras 66 pessoas é que elas têm trabalho formal. Com carteira assinada, salário base, convênio médico, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e seguro de vida de R$ 10 mil garantidos, a jovem desempenha a função sem nenhum problema.
Segundo o Siac (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis) de Franca, 30% dos que trabalham com panfletagem estão na informalidade. “Caso um dia estas pessoas necessitem se afastar, não terão direitos”, disse o presidente da entidade, Marcos de Arruda.
Outra reclamação é porque os clandestinos concorrem deslealmente com quem está regular. Para o proprietário da RGM Panfletos, Luciano Marchi, há quatro empresas que desenvolvem o trabalho clandestinamente em Franca. “Elas não pagam nenhum tipo de imposto. Com isso, cobram cerca de R$ 10 a menos o milheiro do que as regularizadas”.
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