É de Batatais, morador no Bairro Castelo, o químico suspeito de inventar a fórmula para adulterar a composição do leite praticada em cooperativas de Minas Gerais. Pedro Renato Borges, 50, é apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do esquema de adulteração de leite e está preso em Uberaba (MG).
Denominada “Ouro Branco”, a operação desencadeada pela PF e o MPF (Ministério Público Federal) foi feita nos municípios de Uberaba e Passos (MG), onde foram presas 27 pessoas suspeitas de envolvimento no crime.
Borges teria vendido a fórmula para pelo menos uma das duas cooperativas investigadas, que são a Copervale (Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), em Uberaba, e a Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), em Passos.
O Comércio da Franca apurou que há pelo menos 12 anos Borges exerce a profissão de químico em cooperativas de laticínios, tendo atuado, inclusive, na Colaba (Cooperativa de Laticínios de Batatais) de 1995 a 2003. A reportagem apurou também que o batataense foi, de fato, empregado da Copervale, empresa em que ele chegou depois de trabalhar em outras cinco indústrias do setor nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, sempre em cargos de direção. Nas cidades paulistas de Aguaí e Catanduva e nas mineiras de Boa Esperança e São Sebastião do Paraíso, estão instaladas algumas das cooperativas por onde Borges passou. Na Copervale, ele permaneceu por pelo menos quase três anos, tendo oficialmente se desligado em dezembro de 2005.
Nascido em Cajuru (SP), além da casa na Rua Padre Claret, em Batatais, Borges possui endereço em Ribeirão Preto, em um prédio da Avenida do Café. Ninguém da família do químico foi localizado para falar sobre o assunto. O batataense continua preso em Uberaba, junto com mais cinco acusados pelo crime.
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