Vento frio, chuva fina, clima ruim na noite de uma quarta-feira. Tudo isso convidava torcedores da Francana, que venceu o Comercial por 1 a 0, ontem, a não comparecer ao Estádio Lanchão. Mas nem essas adversidades, que contribuem muito mais para que as pessoas fiquem no aconchego do lar, desanimaram os cerca de 120 torcedores (não oficial) presentes na partida válida pela 13ª rodada da Copa Estado 2.
Do total, 47 pessoas pagaram seus ingressos, R$ 10 e R$ 5, no caso de meia-entrada, proporcionando uma renda de R$ 340. O público, humilde, mas crente no clube, esperava ver a Francana desencantar e marcar um gol, algo que não ocorria desde o dia 26 de agosto, quando fez 1 a 0 na Portuguesa Santista, em Santos. Para piorar, seus atacantes estavam sem marcar nos 12 jogos anteriores da competição.
Alguns se perguntam: mas será mesmo que com esse jejum imenso, uma partida entre dois times desclassificados, ainda há motivação para aparecer no estádio? Os torcedores presentes podem responder. Um deles foi o estudante de fisioterapia Felipe Gasparoto, 18. O que o motivou a ir ao Lanchão ontem à noite, pagar meia-entrada, foi a esperança de ver uma vitória. "Hoje eu espero a vitória. Está no final (da competição) e é a chance do time conseguir um bom resultado", disse ele, que vestia uma camisa do River Plate e tentava se proteger da chuva na arquibancada descoberta só com um capuz na cabeça.
Outro motivo que o levou ao campo foi a amizade com jogadores do time sub-20. "Conheço o Lucas (zagueiro) e combinei com ele e outros amigos que viriamos. Eu não os vi, mas resolvi ficar aqui", disse ainda no primeiro tempo. Foi a segunda vez que Felipe assistiu uma partida da Francana neste segundo semestre. A outra foi na derrota para a Portuguesa Santista por 1 a 0, no dia 12 deste mês.
Antônio Betarrello Júnior e o filho Antônio Gabriel, presentes em todos os jogos deste segundo semestre, explicaram com três palavras a presença dos dois. "É a paixão".
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