Um episódio inusitado fez com que o vereador e sargento reformado da Polícia Militar Marcelo Mambrini (PMN) comparecesse à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para dar explicações à delegada e também vereadora Graciela Ambrósio (PP). Três irmãs estiveram na DDM e registraram um BO por injúria contra Mambrini, que as teria xingado de “prostitutas”.
A confusão ocorreu sexta-feira, quando o vereador foi abordado por uma das garotas em um semáforo da Avenida Hélio Palermo perguntando se ele gostaria de comprar balas. Ele, como resposta, perguntou a idade e pediu o RG da menina (que tinha 19 anos). “Eu tinha ouvido falar no rádio que havia menores se prostituindo no local e decidi checar se aquela moça era maior. Elas entenderam que eu as estava ofendendo”, disse ele.
Graciela ouviu as queixas das irmãs e registrou o BO. Para ela, o episódio não passou de um mal entendido, mas disse que terá de tomar providências contra o colega se as supostas vítimas decidirem representar contra Mambrini. “É um tipo de situação chata. Vou aguardar as manifestações e adotar as medidas cabíveis”, disse.
Mambrini chegou a pedir desculpas para as garotas, mas pelo visto, elas não aceitaram. Tanto que na segunda-feira a história teve desdobramento. “O Mambrini me disse que passou no local ontem e as meninas mostraram a língua e o dedo anular (o do meio) para ele. Já elas disseram que foi ele quem fez isso”, disse Graciela. “É difícil, né?”, desabafou.
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