Coronel Régis: multa e direitos políticos suspensos


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Régis Cordeiro, ex-diretor da Divisão de Segurança, em foto de arquivo: coronel afirma que vai recorrer da decisão
Régis Cordeiro, ex-diretor da Divisão de Segurança, em foto de arquivo: coronel afirma que vai recorrer da decisão
O ex-diretor de Divisão Municipal de Segurança, Marco Régis Cordeiro, foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 3 mil (mais correção monetária) e teve suspensos seus direitos políticos por três anos. A Justiça considerou improbidade administrativa o fato de Régis ter utilizado, enquanto estava à frente do cargo, os serviços de dois guardas municipais na segurança de festas em sua chácara, no Condomínio Quinta do Bosque, em dezembro de 2005 e janeiro de 2006. A sentença foi expedida pelo juiz Rogério Bellentani Zavarize. Régis tem 15 dias para recorrer da sentença. O inquérito civil contra o coronel aposentado da Polícia Militar foi aberto pelo promotor Paulo Borges em março do ano passado, dois meses após Régis protagonizar o escândalo na Guarda Municipal. De acordo com Paulo Borges, o valor da multa aplicada se refere à última remuneração recebida pelo coronel na Prefeitura. “Sobre esse valor será acrescida a correção monetária”, disse Borges, completando que “a multa será revertida aos cofres públicos”. Antes da condenação, Marco Régis já havia sofrido outras penalidades: foi exonerado do cargo, em março de 2006, e teve de pagar o dia de trabalho dos agentes municipais (R$ 195). Com sua saída, Sérgio Buranelli assumiu a pasta - que ocupa até hoje. Procurado pelo Comércio, Marco Régis disse que vai recorrer da sentença. Questionado se o fato de ter os direitos políticos suspensos interferirá em suas pretensões futuras, foi enfático: “Nunca, absolutamente. Mas, de qualquer forma, a petição (de recurso) abrangerá toda a sentença”. Atualmente o coronel Régis se dedica ao espiritismo. Disse que a situação pela qual passou foi uma “experiência intempestiva, porém, que não deixou de ser uma experiência de vida”. O ESCÂNDALO Em janeiro de 2006, o coronel Régis, até então diretor de Divisão de Segurança, responsável por comandar a Guarda Civil Municipal, utilizou sua autoridade e empregou dois agentes civis, no horário de trabalho, como seguranças em uma festa particular na sua chácara. De acordo com o inquérito civil, o uso indevido dos guardas aconteceu nos dias 18 de dezembro de 2005 e dia 8 de janeiro de 2006. Na oportunidade em que o caso veio à tona, o coronel admitiu, em entrevista à rádio Difusora, o emprego dos guardas nas festas particulares e disse que não havia problema em destacar homens da guarda para prestar segurança, desde que o pedido fosse feito com antecedência. Em depoimento ao Ministério Público, os agentes civis confirmaram ter trabalhado para o comandante. Eles disseram que serviram de porteiro e segurança, inibindo a chegada de estranhos ao local. Os guardas afirmaram ainda que foram levados para o trabalho em viatura oficial. No dia 19 de janeiro de 2006, Cordeiro pediu afastamento temporário por 30 dias, alegando não querer atrapalhar as investigações. Em 8 de março do mesmo ano, foi exonerado.

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