Tido como trunfo eleitoral do prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha (PSDB), o plano de recapeamento das ruas e avenidas da cidade ainda não tem data para sair do papel. Anunciado como um megaprojeto que seria lançado entre segunda e terça-feira, o plano ainda não foi divulgado. O motivo: falta o piche para o início dos serviços.
O problema estaria sendo tratado na Prefeitura como um entrave burocrático entre a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), responsável pela compra da matéria-prima, e a Petrobras, vencedora da licitação. As duas empresas não teriam se acertado sobre valores do depósito da caução.
O plano promete recuperar 60% do afasto de Franca e acabar com uma das principais reclamações urbanas, os buracos. O serviço deverá durar 15 meses e receber investimento de R$ 10 milhões. Uma das frentes de serviço começará pela Avenida Chico Júlio. Todo o cronograma só será revelado em entrevista coletiva, prevista para ser realizada ainda esta semana.
Ontem, a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) iniciou na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso os trabalhos de correção nos buracos, levantamento de bocas-de-lobo e recuperação das guias e sarjetas como forma de preparar o local para o recapeamento.
Questionada se as chuvas não seriam um empecilho ao serviço, a secretária de Planejamento Valéria Marson disse que elas não atrapalharão, pois são pontuais. “A chuva não leva o serviço depois de feito. Ele só não pode ser realizado com o chão molhado”.
Na Sabesp, o gerente distrital, Rui Engrácia, disse que questões burocráticas barraram a liberação do produto, mas tudo deve ser resolvido ainda nesta semana. “Pedimos R$ 160 mil de caução, mas a Petrobras não concordou”. A participação da Sabesp no projeto faz parte do acordo que resultou na assinatura de um novo contrato de concessão dos serviços de água e esgoto por mais 30 anos na cidade.
A reportagem não conseguiu contato com a Petrobras.
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