Omni: sorte ou azar


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A OMNI é uma empresa que tem como atividade principal realizar atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, de acordo com o CNPJ da empresa perante a Receita Federal. Resta então discutir o que seriam esses ‘negócios em geral’. O principal objetivo da OMNI é angariar pessoas que paguem a quantia de R$ 4 mil e participem do negócio com a possibilidade de ‘recuperar’ este investimento convidando outras pessoas para pagarem R$ 4 mil e que, por suas vezes, convidem a outras e assim sucessivamente. E como a pessoa recupera seu investimento? De cada um que paga R$ 4 mil, quem convidou recebe uma quantia menor que R$ 1 mil. O restante do valor fica com quem? Além dos convites, há a possibilidade ainda de recuperar o ‘investimento’, registrando um domínio de uma loja na Internet e com a venda de produtos através dela, ganha-se um percentual. Evidentemente que para recuperar os R$ 4 mil com a loja virtual é necessário vender uma grande quantidade de produtos, o que não é nada fácil. Desta forma, entrar na OMNI é simples, basta pagar R$ 4 mil. Recuperar o dinheiro investido é que não é simples. Destaque-se que no passado recente, outras empresas que tiveram práticas comerciais semelhantes à OMNI Internacional foram banidas do mercado pelo Ministério Público, caso da Alpha Club, um sistema de ‘pirâmide’ angariando valores para pessoas ingressarem; estes trazendo outros novos e assim por diante. Outras empresas que também foram banidas do mercado vendiam planos habitacionais a custo baixíssimo – as chamadas sociedades em conta de participação – e no médio prazo não tinham condições de honrar o valor pago pelos consumidores. A OMNI, embora não seja um jogo, apresenta alguns aspectos semelhantes. Dificilmente a pessoa consegue recuperar seu dinheiro, e para que isso ocorra outras pessoas (com azar) têm que entrar e pagar R$ 4 mil. Assim, o ‘investimento’ ou a aposta quase sempre não dá retorno. Destarte, a Polícia Civil do Estado de São Paulo apura a hipótese de crime de estelionato pela formação de ‘pirâmide’, ou seja, o dono do negócio ganha em cascata, porque de todos os novos ingressantes no negócio aquele que está no topo ganha uma comissão. O importante é que sorte ou azar, investimento ou aposta, pirâmide ou triângulo, não existe dinheiro fácil. Qualquer promessa nesse sentido deve ser encarada com muita cautela pelo consumidor. Na dúvida, nunca feche negócio de imediato, consulte sempre amigos ou pessoas que já viveram a mesma experiência. Consulte também o Procon e nunca acredite em dinheiro fácil.

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