IML e Instituto de Criminalística mudam para novas instalações


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O médico legista Antônio Pesce Júnior é visto na sala de necropsia, que contará com mesas apropriadas para exames em cadáveres
O médico legista Antônio Pesce Júnior é visto na sala de necropsia, que contará com mesas apropriadas para exames em cadáveres
Uma das principais carências do setor do segurança pública de Franca acaba de ser resolvida. Desde ontem, o IML (Instituto Médico Legal) está funcionando em suas novas instalações. O prédio, de 600 metros quadrados situado na Avenida Doutor Flávio Rocha, perto da Sabesp, também é a nova casa do IC (Instituto de Criminalística). A mudança resultará em maior conforto às vítimas e funcionários dos órgãos, além de oferecer melhores condições para o esclarecimento de crimes. Peritos, médicos legistas e funcionários do IML atendiam de maneira improvisada em salas no prédio da Delegacia Seccional, no Centro. Não havia estrutura necessária para o bom desempenho das funções e atendimento às vítimas. A sala de sexologia forense, por exemplo, funcionava em um banheiro masculino, o que causava constrangimento às mulheres obrigadas a realizar exames no local. As necropsias eram feitas de maneira precária no interior do Cemitério Santo Agostinho. A precariedade do IML e do IC foi um dos problemas levantados pela CAR (Comissão de Assuntos Relevantes) instalada pela Câmara de Vereadores, em 2003, para verificar a estrutura das polícias na cidade. Um requerimento foi enviado ao Estado pedindo a construção de uma sede apropriada. As obras, avaliadas em cerca de R$ 600 mil, foram bancadas pelo governo e realizadas em parceria com a Prefeitura. O prédio estava pronto há alguns meses, mas eram necessárias pequenas adaptações para que a mudança pudesse ser providenciada. Na manhã de ontem, funcionários limparam suas gavetas e passaram a atender na nova casa. “Sem dúvida alguma, é um grande ganho para toda a cidade e região. Passaremos a realizar necropsias e exames de lesão corporal e de sexologia em um único prédio. São alas separadas e devidamente equipadas para dar condições de trabalho aos funcionários e maior dignidade aos que precisam do atendimento”, comentou o médico Francisco Sérgio Garcia, responsável pelo IML. A sede é dotada de banheiros, sala de espera, duas salas individuais para a realização de exames médicos de vítimas de agressão física ou violência sexual e outras duas para a realização de necropsias. Com ar-condicionado, ventiladores e iluminação adequada, o espaço dispõe de uma geladeira com capacidade para quatro corpos e uma câmara científica própria para armazenar vísceras. Ao contrário do que se possa imaginar, a maior parte dos serviços prestados pelo IML não está relacionada a cadáveres. O órgão realiza, em média, 350 exames de lesão corporal ou de sexologia por mês. No mesmo período, apenas 25 necropsias são feitas em vítimas de mortes violentas ou suspeitas. “Trabalhamos 90% com pessoas e 10% com cadáveres. Os exames mais comuns são as lesões corporais advindas de agressões e acidentes de trânsito. Normalmente, as vítimas já comparecem ao IML constrangidas com a própria situação que enfrentam. Nada mais justo do que oferecer condições adequadas de atendimento”, avaliou o legista Antônio Pesce Júnior. Apesar de os órgãos já operarem nas novas instalações, uma data ainda é estudada para a inauguração oficial, que contará com a presença de autoridades.

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