Senhor, venha o teu reino


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Neste domingo a Palavra de Deus faz um convite a cada um de nós: ser perseverante na oração. Deus inclina seu ouvido para nós, guarda-nos como a pupila dos olhos e se encontra ao lado de todos que sofrem. Vivemos numa sociedade marcada pela desigualdade, corrupção e desamor. Pela oração persistente ficamos junto do Senhor e Mestre que elimina as diversas ameaças do mal. A leitura do livro do Êxodo apresenta um dos primeiros combates ocorridos entre Israel e os amalecitas. Esta tribo de nômades violentos vivia nas regiões desoladas do deserto do Sinai. Poucos povos foram tão odiados pelos israelitas como eles. Eles não quiseram ajudar os israelitas a atravessarem o seu território, ao contrário, perseguiram e mataram os mais fracos. Diz o texto que Moisés deu ordens a Josué para atacá-los, enquanto ele, junto com Aarão e Hur, subiria à montanha para invocar a ajuda de Deus. Aconteceu que, enquanto Moisés estava com as mãos erguidas em oração, Josué vencia, mas logo que vencido pelo cansaço, as deixava cair, os amalecitas levavam a melhor. O que nos ensina esta narrativa? Para alcançar os objetivos mais difíceis que tivemos, precisamos orar sem cessar. Só com oração conseguimos abafar o mal que existe querendo dominar nosso coração; é rezando que conseguimos amar e perdoar os que nos prejudicam. Com oração vencemos as tristezas e enxugamos as lágrimas que brotam no coração. A segunda leitura indica os princípios que devemos possuir e plantá-los no coração dos filhos, netos, etc. São Paulo nunca desanimou, pois tinha um porto seguro onde ancorava sua vida: a Palavra de Deus. Ela é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda a boa obra. Quando descobrimos o tesouro que é a Palavra de Deus não conseguimos guardá-la para nós, temos vontade de oferecê-la aos outros, temos vontade que todos creiam naquilo que estamos vivendo, conhecendo e amando. A palavra é luz que ilumina a escuridão que às vezes vivemos; é graça e sabedoria quando nossos raciocínios não solucionam os fatos que se sucedem... é sabedoria! O evangelho apresenta a parábola da viúva e do juiz iníquo. Na parábola se destaca o juiz que não teme a Deus e não se importa com as pessoas. Do outro lado está a viúva, desprotegida e fraca na sociedade do seu tempo. A viúva pede ao juiz que faça justiça contra o seu adversário. Devia ser uma situação de herança ou um pagamento de alguém que lhe devia algo. No seu comodismo ele não resolvia tão simples problema. A viúva tinha tudo para desistir, mas lutou com garra para que seu processo fosse julgado. O juiz viu-se obrigado a dar seu parecer, isto é, julgar a sentença pois, do contrário, não teria sossego. Mais uma vez aparece aqui a força da oração. Rezar sempre produz frutos e quantos frutos. A viúva da parábola é o simbolo das pessoas desprotegidas. É muito dificil a pessoa humilde ter vez na sociedade. Existem alguns termos que retratam muito esta realidade: “é preciso ter padrinho... ele tem costas largas, etc”. Muitas vezes uma pessoa desprovida de benefícios materiais, fica horas aguardando numa fila para ser atendida. Quando chega sua vez, às vezes escuta: “volte outro dia” e, de repente, alguém chega naquele momento, com uma bela aparência, e para esta pessoa se diz: “aguarde um instante”, esta não precisou voltar “outro dia”. Aos humildes resta somente ser persistente e não desanimar nunca, mas insistir. DIA DAS MISSÕES Hoje é Dia das Missões. Toda a Igreja é missionária, pois, sua missão é chegar a todos os povos, levando a Palavra de Deus que nos chama à conversão. A Diocese de Franca está sempre em missão, pois o anúncio do evangelho é sempre feito atingindo muitos corações. Da Diocese de Franca existem missionários trabalhando no Amazonas, no Pará, na Ilha Marajó, no Ceará, em Piauí, na Croácia e na Itália. Leigos, leigas e sacerdotes vivenciando a ordem de Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o evangelho a toda criatura”. DIRETÓRIO SACRAMENTAL O Serviço de Ação Litúrgica (SEDAL) da Diocese de Franca realizou três encontros sobre alguns sacramentos e serviços com coordenadores paroquiais. Os coordenadores das equipes paroquiais de Batismo, do Matrimônio e de Liturgia puderam aprofundar os conhecimentos que querem fundamentar e criar unidade entre as paróquias sobre os serviços que proporcionam a evangelização diocesana. A resposta ao convite feito foi excelente. Queremos caminhar unidos. DIA DE SÃO GALVÃO No dia 25 celebraremos a festa de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, mais conhecido como Frei Galvão. Nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Foi sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores de São Pedro de Alcântara. Seus pais, Antônio Galvão de França e Isabel Leite Barros, deram aos seus 11 filhos profunda educação religiosa, exemplo de integral vida cristã e amor aos pobres. Faleceu no dia 23 de dezembro de 1822, às 10h, com 83 anos. Foi sepultado na Igreja do Recolhimento, que ele mesmo ajudara a construir no atual Mosteiro da Luz (São Paulo). Foi beatificado aos 25 de outubro de 1998, pelo Papa João Paulo II e Canonizado aos 11 de maio de 2007, em São Paulo, pelo Papa Bento XVI. SÃO CRISPIM Também no dia 25 celebra-se a memória de São Crispim. Ele é o patrono dos sapateiros. Em Franca há uma paróquia a ele dedicado, possui uma comunidade ativa. Na fartura de nossas fábricas e nas horas difíceis recorramos a São Crispim. PENSAMENTO “Tu és, Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará”. (Sl 22).

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