Sidnei Rocha larga na frente na briga por alianças


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Sidnei Rocha correndo de Ferrari vermelha e a oposição patinando com um Fusquinha branco. Assim configuram-se, a um ano do pleito, as eleições municipais de 2008. Com boa aprovação popular e aproximadamente R$ 40 milhões em caixa para investimentos no ano eleitoral, o prefeito já conseguiu a aliança explícita do governador José Serra (PSDB), de ao menos dez dos 15 vereadores da cidade e, além disso, tem apoio garantido de dois partidos relevantes - PSDB e PP. Deve fechar também, nos próximos meses, com PMDB, DEM e uma série de nanicos, entre eles o PMN. Enquanto isso, a oposição, reduzida, deve combater Sidnei Rocha em duas frentes. A mais forte delas envolve o PT e seus dois vereadores. O partido deve lançar o vereador Gilson Pelizaro ou Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, para o combate. “Iremos lançar um nome próprio para fazer o contraponto ao governo do prefeito”, diz Manoel Ilson, presidente do PT em Franca. Na mesma sintonia, PPS e PV tentam formar uma espécie de terceira via. Alguns encontros já foram promovidos entre membros das duas legendas, mas, até agora, não surgiu a definição de um nome. O ex-vereador Luiz Carlos Vergara, do PPS, e o historiador José Chiachiri (PV) são os favoritos. “De repente, poderemos surgir com um nome novo, uma opção diferente para o eleitor”, disse o professor Alberto Ágio, coordenador da coalizão. AS DÚVIDAS O único senão até aqui é o vice-prefeito, Ary Balieiro (PTB). Prefeito por duas vezes e vice de Sidnei Rocha em outras duas oportunidades, Balieiro, aos 76 anos, ainda tem muito carisma e faz questão de mostrar que sabe disso. “Sei que puxei uma parte significativa dos eleitores que votaram em Sidnei. Eles votaram em mim também”, disse, recentemente, ao Comércio. Nos bastidores, há quem garanta que Ary e Sidnei estão rachados. O temperamento do prefeito e seu perfil centralizador teriam motivado o distanciamento. O petebista, a partir daí, não descartaria um rompimento, seja para lançar candidatura própria ou para compor com integrantes de outras chapas. “Formamos uma dupla forte, mas não há nada definido ainda. A eleição está longe e muita coisa pode ocorrer”, disse Ary. Também incerta é a situação do PSB. O presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro, nunca escondeu sua vontade de ser prefeito. Sua volta para a Câmara seria, inclusive, uma forma de retornar ao meio e facilitar o caminho para isso. Porém, a decisão não é só sua. Ribeiro depende do aval do presidente local do PSB, o deputado federal Marco Aurélio Ubiali. O problema é que Ubiali teria um acordo de bastidores com Rocha que prevê o apoio ao tucano em 2008 para que ele receba, em 2012, a garantia do apoio de Sidnei para sua própria candidatura a prefeito de Franca. O trato pode sepultar os planos de Ribeiro. APARÊNCIAS Em público, Rocha diz que ainda não decidiu se tentará um novo mandato. Nos bastidores, porém, possui uma legião de assessores que tenta firmá-lo como a principal liderança política da cidade. “O Sidnei está formando uma corrente de apoios muito forte. Para mim, não tem quem tire a reeleição dele”, disse o radialista e vereador Marcelo Valim, também tucano. Além disso, Rocha, pessoalmente, convidou nomes de peso para se incorporarem ao PSDB, entre eles, o jogador de basquete Helinho e os empresários Wagner Garcia e Cidinha Vieira. Além disso, o partido já conta com a maior bancada da Câmara, com quatro vereadores: Valim, Rui Engrácia, Jepy Pereira e Luiz Carlos Fernandes. Para reforçar ainda mais seu bloco de apoio, Rocha promoveu o ingresso de aliados no diretório local do PP e colocou no comando do partido o presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvi-mento de Franca), João Marcos Rodrigues, franquista de carteirinha, que conseguiu revigorar a legenda. “Sou fiel ao prefeito e estarei do lado dele, dando apoio. Para isso, montamos um timaço no PP”, disse Rodrigues, que filiou ao seu partido, entre outros, a vereadora Graciela Ambrósio e os ex-vereadores Cacau, Carlinhos Miramontes e Laercinho.

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