Pastos secam e churrasco fica mais caro em Franca


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CARNE EM ALTA - O açougueiro José Carlos Pereira fatia peça de carne em seu estabelecimento. Preço subiu
CARNE EM ALTA - O açougueiro José Carlos Pereira fatia peça de carne em seu estabelecimento. Preço subiu
Fazer churrasco está mais caro em Franca. Desde agosto, o preço da carne sofre aumentos quase que quinzenalmente. Se antes um açougueiro pagava, em média, R$ 48 pela arroba do boi. Atualmente precisa desembolsar, no mínimo, R$ 64. A alta é superior a 30% e já chega ao bolso do consumidor final. Um quilo de picanha passou de R$ 12,90 para R$ 16,90. Os açougueiros alegam que a queda na oferta de animais para o abate, motivada pelo tempo seco (que faz com que os bois demorem mais para engordar), e o aumento na demanda das exportações são os principais responsáveis pelas altas. Para piorar, eles não sabem quando os reajustes cessarão e prevêem novos aumentos na próxima semana. Áureo Danilo, proprietário de um açougue no Santa Rita, é um dos que reclama da elevação no preço da carne. Independente do corte, ele diz que o aumento é geral e prejudica o movimento. “A carne de 1ª era vendida a R$ 8 o quilo, como as despesas subiram, precisei ajustar o preço e vender a mesma carne a R$ 10,50”. Proprietário da Casa de Carne Paladar, no prolongamento do Ângela Rosa, José Carlos Pereira, sente nas vendas os reflexos do aumento. Antes vendia 20 bois por semana. Com os reajustes, caiu para 12 unidades semanais. De acordo com ele, os meses de setembro, outubro e novembro serão todos no vermelho. “Um dos meus clientes que comprava 30 quilos de carne tem comprado menos da metade. As pessoas buscam alternativas quando a carne está cara”. Para entender o aumento, o consumidor precisa retornar ao campo. Com a falta de chuvas, os pastos estão mais secos e, conseqüentemente, o gado se alimenta menos. Com o gado magro, o frigorífico oferece um preço baixo pela carne e o pecuarista acaba segurando o animal na propriedade em busca de uma melhor oferta. Diante da baixa quantidade de animal, os preços sobem na hora da venda às casas de carne. É a lei da oferta e procura. Picanha, filé mignon e contra-filé são algumas das peças que sofrem mais reajuste e têm o maior preço (de R$ 11 a R$ 16,90), na outra base estão os cortes de ponta de peito e acém, consideradas as carnes mais baratas (de R$ 5 a R$ 6). “Nos últimos três meses, sofri dois aumentos, um repassei ao consumidor, o outro ainda estou conseguindo segurar, o que não garanto caso ocorra um novo”, disse Gil Oliveira, da Oliveira Beef Shop & Cia.

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