Cidade uniu-se pelos saques de FGTS


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Após a divulgação de que os trabalhadores em Franca tinham direito a sacar excepcionalmente até R$ 2,6 mil do FGTS, na edição do Comércio de 20 de setembro, e a subseqüente negativa da Caixa Econômica Federal, formou-se uma verdadeira força-tarefa contra a posição do banco. No final, a pressão deu resultado e a Caixa recuou, autorizando as retiradas. A Prefeitura foi a primeira a se mexer, protocolando uma ação contra a Caixa, requisitando o reconhecimento do direito aos saques por toda a população. Depois, a Procuradoria da República entrou com ação civil pública na Justiça Federal, com o mesmo objetivo. Na seqüência, a Câmara Municipal também agiu, distribuindo e preenchendo os requerimentos. “Só no meu gabinete fizemos três mil”, disse Gilson Pelizaro (PT). Para o secretário de Administração do município, Jerônimo Sérgio Pinto, sem tanta movimentação os saques dificilmente aconteceriam. “Foi uma mobilização que eu nunca tinha visto. Forças antagônicas se uniram em prol de uma causa”, disse. Até mesmo o alto escalão da Caixa reconhece que a pressão da cidade sobre o banco surtiu efeito na decisão final. “Decidimos sair da linha de confronto”, disse o gerente nacional do FGTS, José Maria Leão.

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