Marcela, a bebê sem cérebro, chega aos 11 meses de vida


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Marcela, a bebê sem cérebro que nasceu em Patrocínio Paulista, completa hoje 11 meses de vida. As primeiras previsões médicas eram de que ela não sobreviveria a uma semana, mas ela superou todas as expectativas e hoje é uma criança bem de saúde. Não tem nem gripe. No último Dia das Crianças, Marcela ganhou uma boneca da avó. Ela não brinca com o brinquedo, é verdade, mas para a mãe isso não tem tanta importância. “Para mim, o que realmente importa é que ela está viva até hoje e muito bem”, disse Cacilda Galante Ferreira, que há seis meses mora em uma casa no bairro do Marumbé com a filha; antes vivia na Santa Casa da cidade. A vida de Cacilda nos últimos 11 meses segue uma rotina. Ela dedica 24 horas do dia a cuidar da filha que vem ganhando peso e já é chamada pela mãe de “minha gordinha”. “Meu braço sente o peso dela. Não dá para ficar muito tempo com ela nos braços”, brinca Cacilda. Marcela cresceu tanto no último mês que suas roupas estão pequenas e não servem mais. “Ela já usa fralda tamanho grande e as blusinhas estão ficando apertadas”. A alimentação ainda é feita de leite, papinha de legumes e suco de frutas e legumes. Todo o alimento é ingerido por meio de uma sonda (espécie de cano que leva o líquido até o estômago por meio do nariz da criança). Como não engatinha, Marcela não tem nenhuma atividade e passa boa parte do dia deitada no berço ou no colo da mãe. Apesar de ficar sentada com ajuda de travesseiros, a mãe fica receosa da menina desequilibrar e cair. Trabalho mesmo ela dá na hora do banho. “Os banhos são bem demorados porque tenho que fazer a higienização da cabeça dela. Como é uma área muito sensível, a Marcela não gosta muito e fica gritando”. A preocupação da mãe quando Marcela deixou o hospital era que a bebê necessitaria cada vez mais de ajuda de aparelho para conseguir respirar. Aconteceu o contrário. A bebê passa quase o dia todo respirando sozinha. Só vai ao hospital uma vez por mês para ser pesada e medida. As visitas da pediatra, Márcia Barcelos, estão cada vez mais raras. “Ela me liga sempre para saber como ela está, mas não visita toda semana porque não tem necessidade. A Marcela está muito bem”, disse Cacilda. Apesar de bem de saúde, Marcela tem limitações que retardam ou impedem seu desenvolvimento, por isso, ainda não é capaz de realizar atividades típicas de sua idade.

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