Muito calor mais clima seco é sinônimo de aumento de vírus no ambiente. Essa combinação tem efeito imediato na saúde das crianças. Todos sofrem com o ‘calorzão’ que domina Franca, mas pacientes entre um e quatro anos estão mais vulneráveis às doenças comuns das épocas quentes em que as condições do ambiente favorecem a proliferação de mais vírus que causam infecções respiratórias e problemas gastrointestinais. As principais ocorrências são de crises de bronquite, asma, rinite, tosse, coriza, vômito, diarréia e febre.
A procura por atendimento médico cresceu na cidade. Entre setembro e outubro, o pediatra Carlos Jacometi, diretor-responsável pelo Pronto-socorro Infantil, registrou aumento de 66% no número de crianças atendidas. Em setembro, foram, em média, 225 crianças por dia. Nas primeiras semanas de outubro, a quantidade saltou para 375. “Já chegamos a atender 500 num único dia. A situação não está assim só em Franca, mas é geral. A baixa umidade e falta de chuva aumentam as doenças. Todo ano, enfrentamos essa mudança, mas ocorre geralmente de maio a julho e, desta vez, atrasou”, disse Jacometi. Ontem, a umidade relativa do ar à tarde foi de 39%, mas o índice esteve menor em dias anteriores.
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Antônio Barbosa levou o sobrinho Gabriel, 6, ao Pronto-socorro Infantil na noite da última quarta-feira porque estava com diarréia e vômito. Com o calor, os dois ficaram do lado de fora da recepção do hospital, ao lado de vários outros pacientes. “Está quente demais lá dentro. Agüentar dias tão quentes assim já é difícil para adultos, imagine para as crianças”. Por volta das 23 horas, cerca de 40 crianças aguardavam para passar por consulta.
A manicure Cláudia Pereira, 22, foi outra mãe que precisou de atendimento médico para suas crianças nesta semana. Ela esteve três vezes no pronto-socorro. Numa delas, na última terça-feira, levou as filhas Camilla, 5, que estava com dor de garganta, e Isabella, 1, para saber por que estava com febre, diarréia e vômito. “As duas ficaram doentinhas. Acho que pode ser o calor porque está quente demais”, disse a mãe, que já gastou cerca de R$ 45 com remédios.
Para aliviar, nos dias quentes, Cláudia tem adotado medidas simples com as filhas. “Sempre antes de dormirem, dou um banho nelas e as deixo só de camiseta e fraldinha ou calcinha para ficarem mais fresquinhas. Também parei de dar leite morno, dou frio para refrescar mais”.
Normalmente, quando doentes, os pequenos pacientes são medicados com soro para hidratar. “Contornamos a situação no próprio pronto-socorro com procedimentos ambulatoriais, sem necessidade de internação na maioria dos casos”. As crianças levam de três a sete dias para ficarem curadas da maioria das doenças típicas desta época do ano.
Os hospitais Regional e Unimed não registraram aumento no número de atendimentos no setor de pediatria.
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