Mais de 200 ovelhas são confinadas no ‘Fernando Costa’ para pesquisa


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Cerca de 200 ovelhas estão sendo mantidas em confinamento no Parque de Exposições “Fernando Costa”, em Franca, desde o dia 5 de setembro. Elas fazem parte de uma experiência promovida pelo SAI (Sistema Agroindustrial Integrado), órgão ligado ao Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com o objetivo de saber até que ponto o confinamento pode reduzir o tempo de engorda dos animais. O resultado será apresentado no 1º Dia de Campo sobre Ovinocultura, no dia 26 de outubro, no próprio “Fernando Costa”. Os primeiros resultados são positivos. O zootecnista responsável pelo projeto, Sérgio Berteli Garcia, disse que os animais ganham, em média, 300 gramas no confinamento. “Se tivessem sendo criados soltos no pasto, nesta época estariam perdendo peso por conta da pastagem seca”. No confinamento, os animais comem três vezes ao dia e a quantidade chega a 5% do peso de cada bicho - cada ovelha começou a experiência com o peso médio de 20 quilos. A ração é composta por mineral, ferro, fibras e proteínas. Criados soltos no pasto, os ovinos demoram até dez meses para ficar no ponto de ir para o abate. A expectativa do SAI é reduzir esse tempo pela metade. “O criador precisa constantemente ter a oferta do produto. Se ele demora dez meses para engordar, não vai ter muito o que vender”, disse Berteli. Para realizar a pesquisa, foram montadas 40 baias de seis metros quadrados. Cada baia recebeu, em média, cinco animais das raças Santa Inês, Morada Nova e Cruzada. O projeto é realizado em parceria com a Prefeitura de Franca e a Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada). Os animais confinados no “Fernando Costa” pertencem a sete dos 18 criadores de Franca e região que fazem parte do Núcleo de Criadores de Ovinos. O grupo foi criado há quatro meses com a proposta de abater e vender para restaurantes. Para isso, precisam ter o produto em abundância para oferecer no mercado. “Os produtores devem organizar a produção visando, à comercialização. Não adianta criar os ovinos e não ter para quem vender e não fornecer o produto constantemente”, disse o supervisor de equipe do SAI, Carlos Arantes Corrêa. O animal vivo para abate chega a ser vendido à R$ 3,50 o quilo e R$ 10 o quilo do ovino abatido.

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