Comércio gerou mil postos de trabalho em doze meses


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A instalação de grandes redes de lojas em Franca não influenciou apenas na variedade de produtos disponíveis ao consumidor. Ela também abriu oportunidade de emprego formal para quem estava fora do mercado de trabalho. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, mostra que o setor comercial gerou quatro vezes mais vagas que a indústria nos últimos 12 meses. Foram 1.084 postos no comércio contra 246 da indústria. A geração de novas vagas, segundo especialistas, pode alterar a vocação da cidade. Quando comparados às contratações nas novas lojas, os dados do Caged se confirmam. Apenas nos últimos três meses de 2006, cinco lojas chegaram ao Franca Shopping e abriram mais de cem vagas de trabalho com carteira assinada. Em outros corredores comerciais da cidade, as inaugurações de lojas como o hipermercado Wal-Mart, a Lojas Montreal e 100% Vídeo, foram responsáveis por quase 500 vagas. Sozinho, o Wal-Mart, inaugurado em outubro, gerou 400 postos. Jamil José Leonardi, subdelegado do trabalho em Franca, confirma que a abertura de grandes redes na cidade impulsionou o setor. “Atraímos muitas lojas e outras, para acompanhar esse ritmo de crescimento, ampliaram suas instalações, o que gerou novos empregos com carteira assinada”. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Varejista, Reginaldo Galvani, acredita que o acumulado de empregos em 12 meses pode ser atribuído também às contratações temporárias de final de ano que acabam se transformando em emprego fixo. A expectativa do sindicalista é que os números do Caged sejam ainda melhores a partir de outubro. “Com a proximidade das festas de final de ano, o período é propício para o aumento de vagas no setor comercial”. Karla Santos, 16, ajuda a reforçar os índices de emprego com carteira assinada no comércio. Ela esteve contratada por quatro meses em uma loja de calçados e, em setembro, foi efetivada no cargo de vendedora. “Estou feliz com a colocação. É meu primeiro emprego”, diz a jovem. OUTROS SETORES O setor de serviços, que abrange restaurantes, informática, oficinas e manutenção, entre outros, ocupou posto de segundo colocado entre as áreas que mais geraram emprego nos últimos 12 meses. Ele abriu 668 vagas. Já o setor agropecuário fechou setembro no vermelho e, em 12 meses, também apresenta saldo negativo. Foram quase 600 postos de trabalho fechados. A queda na safra de café é apontada como principal motivo de fechamentos das vagas.

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