Os dados de geração de empregos formais registrados nos últimos 12 meses indicam, segundo especialistas consultados pelo Comércio, o início de uma mudança que pode alterar a vocação industrial da cidade.
O economista francano Hélio Braga Filho acredita que, ainda que incipiente, o crescimento do setor comercial deve ser seguido com atenção. “O vigor do setor comercial e a criação de vagas mostram que está havendo uma perda do dinamismo do setor industrial. Não podemos apontar o fato como uma tendência para o futuro ainda, mas começa a haver uma mudança na economia local em que o comércio e os serviços ganham força”.
O professor de economia Antonio Vicente Golfeto, ligado ao Instituto de Economia Maurílio Biagi, de Ribeirão Preto, concorda. Para ele, Franca deve apresentar, nos próximos anos, uma divisão mais equilibrada entre os setores geradores de emprego. “O tendência é lenta, mas parece constante. A indústria e a agropecuária tendem a crescer menos e o comércio e os serviços, mais. É um claro sinal de desenvolvimento”, disse.
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