Qual deveria ser o discurso do candidato da oposição nas próximas eleições? Andei escrevendo vários posts sobre o tema em meu Blog (www.luisnassif.com.br), mas que podem ser sintetizados nos seguintes pontos. Há um erro básico de avaliação das oposições em relação ao governo Lula. Se se parte de um diagnóstico errado, chega-se a uma estratégia errada. O governo é melhor do que a oposição imagina. Suponha a campanha de 2010 em pleno andamento. A oposição acusará Lula de ser estatizante.
Ele mostrará o resultado das licitações de concessões rodoviárias, as licitações para a construção e exploração de usinas hidrelétricas, construção de malhas ferroviárias e a crítica se esvaziará.
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Poderão acusá-lo de estar inflando a máquina pública. Ele mostrará o projeto de reforma administrativa - em curso no Ministério do Planejamento -, os programas de qualidade que começam a se espalhar pela estrutura pública, inclusive a proposta de redução de cargos comissionados.
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É possível que seja acusado de alta de competência gerencial. Até lá, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já terá demonstrado sua eficácia, e os demais planos de governo - PAC da Inovação, da Educação, da Saúde e da Segurança - fornecerão elementos mais que suficientes para calar os críticos.
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Será acusado de ter criado um programa assistencialista inconseqüente, a Bolsa Família, que apenas onera os cofres públicos. Nem será necessário aguardar até lá. Hoje em dia já existe reconhecimento internacional suficiente sobre as virtudes do programa.
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Será acusado também de não ter promovido o desenvolvimento e de ter destruído setores inteiros da economia com sua política cambial; de ter gastado recursos preciosos com uma política de juros sufocante. Aí se estará entrando no centro da questão, na crítica consistente. Nos próximos anos ficarão mais claros os estragos do câmbio. O problema básico é que essa vulnerabilidade óbvia da política econômica de Lula não encontra eco na mídia.
Porque ainda vigora o discurso de que juros altos e câmbio baixo fatores de modernização do País e vigora o efeito manada de não reconhecer nada de bom no governo. Como resolver, então, essa dissintonia? A mídia quer o grande campeão branco contra Lula.
Só que não aceita que o campeão coloque em prática a única estratégia capaz de lhe proporcionar a vitória: a bandeira do desenvolvimentismo, e do câmbio competitivo.
RUSSOS E PETRÓLEO
Grande produtora de petróleo, a Rússisa está de olho na América Latina. Acha que o movimento de esquerdização do continente - especialmente Bolívia, Venezuela e Equador - abrirão possibilidades para parcerias relevantes no setor. Os russos também estão de olho no fornecimento de equipamentos para as novas hidrelétricas brasileiras. Apesar da crise dos anos 90, a indústria pesada russa continua forte.
CRESCIMENTO MUNDIAL - 1
O crescimento econômico mundial deverá perder vigor no ano que vem, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isto por conta da recente turbulência nos mercados financeiros, desencadeada pela crise de crédito subprime nos EUA. O Fundo revisou suas projeções para a expansão global, que deverá cair de 5,2% em 2007 para 4,8% em 2008, abaixo da expansão verificada no ano passado, que foi de 5,4%.
CRESCIMENTO MUNDIAL - 2
De acordo com relatório preparado pelo FMI, os riscos relacionados aos mercados financeiros e à demanda doméstica norte-americana e européia aumentaram. Por conta disso, o Fundo revisou para baixo as projeções para o crescimento dos EUA, para 1,9% para 2007 e 2008. Na projeção feita em julho, mês em que a crise do subprime começou a sacudir os mercados, o fundo estimava expansão de 2,8% para o País.
CRESCIMENTO MUNDIAL - 3
Mesmo com a prevista redução de ritmo de crescimento mundial, puxada por EUA e Europa, o FMI avalia que a expansão é sólida, sustentada pelo forte desempenho dos mercados emergentes. Liderando aparece a China, que mesmo com a diminuição de ritmo deverá ter expressivo crescimento, de 11,5% em 2007 e de 10% em 2008. Já para o Brasil, o Fundo prevê crescimento de 4% em 2008, abaixo da média mundial.
INFLAÇÃO
A inflação registra avanço em São Paulo e em Salvador, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de Capitais de 15 de outubro. A aceleração de preços nestes municípios, somada ao menor ritmo de deflação em Porto Alegre, foi responsável pelo aumento da variação do IPC-S no período, que subiu 0,37%, ante taxa positiva de 0,34% na semana anterior. Os dados foram divulgados pela FVG.
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