Entidades são contra curso de medicina em Franca


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O estudo divulgado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) na última terça-feira mostra que pólos econômicos acabam se transformando em centros de ensino, que se tornam, conseqüentemente, pólos médicos regionais, como é o caso de Botucatu, Santos e, mais próximo a Franca, Ribeirão Preto. Assim, um curso de medicina na cidade poderia trazer mais médicos para a região. A Unifran, que está pleiteando a implantação de um curso de medicina em sua grade curricular, aguarda parecer do MEC (Ministério da Educação) e aprovação do Conselho Nacional de Medicina para instalar o curso. As entidades médicas, contudo, são contra. O Conselho publicou que é contrário à abertura de novas escolas de medicina e que prioriza a melhor distribuição dos médicos já formados. Fazendo coro ao posicionamento do órgão, o conselheiro responsável pela delegacia do Cremesp em Franca, Lavínio Camarim, disse que muitas vezes a abertura de escolas não visa o benefício da população. “Muitas são abertas por fins políticos, às vezes eleitoreiros, para não dizer que é uma bela fatia financeira para todos que as abrem”. O presidente do Sindicato dos Médicos de Franca, Marco Aurélio Piacesi, é radicalmente contrário à abertura de um curso de medicina em Franca. “Seria uma catástrofe”, sentenciou ele, dizendo que, ao se despejar médicos no mercado, o preço dos serviços seria reduzido, afastando os “bons médicos” da cidade.

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