O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB), criticaram veemente ontem a postura do gerente administrativo da Caixa Econômica Federal de Bauru, Augusto Fernando Correia, que fez novas exigências para a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aos francanos que residem nas 126 áreas atingidas pelas chuvas.
Correia quer que a Prefeitura e Defesa Civil apresentem indicações de ruas e casas atingidas para liberar o saque, que será, segundo o banco, restrito a 16 pontos.
Sidnei Rocha disse que a exigência mostra que o banco não quer liberar dinheiro algum. “O que se percebeu foi que ela quis criar problema para a população de Franca e a população saberá se comportar diante de tanta má vontade recorrendo à Justiça”.
Para o prefeito, uma enxurrada de processos contra a Caixa será uma boa lição ao gerente. “A posição dele foi radical. Primeiro, pediu que a Defesa Civil fizesse reestudo. Ela fez. Agora, a Caixa quer dizer a quem ela quer pagar e quer que a Prefeitura aceite. Isso nós não vamos fazer. O dinheiro é público, não é da Caixa, é do trabalhador”, enfatizou Sidnei.
O deputado Marco Aurélio Ubiali (PSB) concorda com o prefeito. Para ele, o trabalhador tem direito de receber o dinheiro do fundo. “O gerente da Caixa comete engano quando fala que o dinheiro do fundo é público”. Na tentativa de ajudar a solucionar o problema, Ubiali agendou um encontrou para às 17 horas de hoje, em Brasília, com o Gerente Nacional da Administração de Passivos da Caixa, José Maria Leon.
De acordo com o parlamentar, eles já haviam conversado antes sobre o assunto e a posição de Leon foi diferente do gerente de Bauru. “Ele havia nos garantido que o fundo seria pago aos moradores de bairros considerados críticos, o contrário do que disse o senhor Correia”.
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