A vida pelo ares


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“Atenção, senhores passageiros, pedimos que desliguem os telefones celulares”. Quem já viajou de avião, com certeza, já ouviu essa saudação antes da decolagem. Ela sempre parte de uma moça (ou rapaz) muito bem vestida (o) que, com educação e cordialidade, recebe quem entra para o avião. São as chamadas aeromoças ou comissários de bordo (termo usado para o sexo masculino). São profissionais que ganham a vida nos ares. Trabalhando como auxiliares nos vôos, servindo e orientando os passageiros para que a viagem transcorra da forma mais tranqüila possível. O dia-a-dia de uma aeromoça pode ser bem extenso. Dependendo da escala do vôo, ela pode ficar até 12 horas no ar (veja uma escala no mapa nesta página). Mas há suas vantagens. “Estou sempre viajando de uma cidade a outra e conhecendo outros países. Se não fosse minha profissão, isso não seria possível”, conta Maria Paula Girone, 21, que, há dois anos, trabalha como aeromoça na TAM. Ela já conheceu mais de oito Estados do Brasil e as cidades de Buenos Aires, na Argentina; Santiago, no Chile, e Caracas, na Venezuela. “Realmente é muito puxado, mas vale a pena. É um trabalho sério que, desde criança queria seguir. Quase fui enfermeira, mas minha paixão é mesmo voar”, disse. Por conta das constantes viagens que a profissão exige, já ficou durante uma semana longe da família e do namorado. “A saudade é grande, fico só lembrando da comida da minha mãe, mas é o que eu gosto e o que me deixa feliz”. O salário de uma aeromoça é muito variável, já que existem empresas que adotam como critério de remuneração a quilometragem voada ou mesmo o tempo de vôo. Mas, na média, segundo Maria Paula, uma profissional iniciante ganha cerca de R$ 970 e, depois, dependendo da empresa, pode ganhar até R$ 3 mil. “Na TAM, onde trabalho, o salário é equivalente à quilometragem que o avião faz. Já na GOL, é por hora de trabalho”, compara. Andreine Samara acaba de ingressar na profissão. Ela mudou radicalmente de opção. “Trabalhei por mais de três anos como auxiliar administrativa, mas sempre sonhei em ser aeromoça. Hoje estou muito feliz com a conquista”, disse. No seu antigo emprego, Andreine ganhava R$ 600. Agora, há menos de um mês na nova profissão, espera receber entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por mês. Para se tornar uma aeromoça ou um comissário de bordo, as exigências são grandes. Há limites máximos e mínimos de altura e idade (leia mais em texto ao lado) e além disso, o interessado precisa passar por diversos treinamentos práticos de sobrevivência na selva e no mar e conhecer todos os equipamentos de emergências disponíveis dentro de cada tipo de aeronave, para isso, é necessário fazer um curso especializado, que custa em média R$ 2,5 mil, antes de atuar na área. Muitas companhias aéreas ainda exigem que o profissional conheça a língua inglesa.

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