Procura-se Opala 78, branco, vendido em 83


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Ele tem 29 anos, mas há 24 está desaparecido. A última vez que foi visto estava prestes a ser vendido em Itirapuã. Companheiro de pequenos passeios a longos trajetos, ele traz boas lembranças, muitas delas registradas em fotografias. Uma das viagens mais marcantes foi pelo sul do País e reuniu toda a família. Por essas e outras razões sentimentais, o médico do trabalho Flávio de Oliveira Campos, 56, quer revê-lo. E até mais do que isso, a sua intenção é levá-lo para sua casa em São Paulo. Branco, 1,5 metro de altura, duas portas, quatro cilindros, original, gasolina, o Opala 78 adquirido zero-quilômetro da Rasa (Representações de Automóveis S.A.), revendedora Chevrolet em Franca na época, é procurado com afinco por seu primeiro dono. O médico não sabe qual é seu paradeiro nem tem informações se o carango ainda está na ativa. Dos dados que possam ajudar na identificação do Opala, apenas a placa de Franca VG ou VF 7327 e o nome dos antigos donos, Maria Magdalena Campos e Eduardo de Oliveira Campos. “A placa é daquelas antigas, amarela. Procurei no Detran de São Paulo e no de Franca, mas não consegui obter nenhuma novidade”. Na torcida para que o carro esteja em circulação nas ruas de Franca ou qualquer outra cidade vizinha, ele pede ajuda nas buscas. Se encontrá-lo, independente do estado em que estiver, Campos fará uma oferta ao proprietário e depois, em sua posse, pretende investir até R$ 50 mil em sua restauração. O valor é superior ao de um Astra zero-quilômetro. “Gosto muito de carro antigo e esse Opala pertenceu a minha mãe. Após procurar por jipes e caminhonetes, resolvi correr atrás desse carro que tem valor sentimental para mim. Quero transformá-lo num carro de passeio”. O médico disse também que está disposto a pagar uma boa quantia para ter novamente o Opala e não se cansará até descobrir qual foi o seu destino. “Dependendo da situação, ele custa R$ 3,5 mil, mas se estiver mais conservado pago mais para ficar com o carro. Ele faz parte das minhas recordações”. BONS MOMENTOS O Opala 78 foi presente de Flávio para a mãe Maria Magdalena, que trabalhava como professora. O carro era usado diariamente para Maria ir dar aulas. Nos fins de semana, se transformava no veículo oficial da família. “Eu quase não andava nele, pois já morava em São Paulo. Em 1983, minha mãe morreu e um dos meus irmãos resolveu vender o carro”, disse o médico. Campos diz lembrar perfeitamente do veículo e acredita que não terá dificuldade em reconhecê-lo. “Estou em contato com alguns familiares para descobrir no cartório da cidade, o número do chassi. Com ele, ficará mais fácil comprovar”. Para quem souber de alguma notícia que possa levar ao paradeiro do Opala, o médico coloca os telefones de seu consultório à disposição (11-5575-1969 e 11-5572-0781). “Se precisar, pode ligar a cobrar que eu pago a ligação”.

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