Teresa Cristina, revelação do samba


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Considerada uma das maiores revelações do samba atual e já bastante conhecida nas rodas de samba da Lapa - tradicional bairro musical do Rio de Janeiro - a cantora e compositora Teresa Cristina começa a conquistar o grande público com o lançamento de seu quarto disco, Delicada. Dona de uma voz suave, Teresa Cristina gravou o primeiro disco em homenagem a Paulinho da Viola (que assina uma das canções de Delicada). Desde então seu trabalho com o grupo Semente se tornou reconhecido no Rio de Janeiro e até mesmo fora do País. Até novembro ela faz shows pela Europa. Teresa trabalha com o grupo Semente desde 1998. Depois do sucesso no Bar Semente, onde surgiu o nome do grupo, ela passou a cantar em outras casas noturnas da Lapa, para um público fiel cada vez maior. O reconhecimento da crítica veio com a gravação do primeiro CD, uma homenagem em dose dupla aos 60 anos de Paulinho da Viola que rendeu a ela o prêmio Rival BR e Prêmio TIM de música, como cantora revelação, e a indicação ao Grammy Latino de melhor disco de samba de 2003. Em 2004, já contando com o surdo de Mestre Trambique, Teresa, Bernardo, Pedrinho e João - o grupo Semente - entraram em estúdio para gravar o segundo CD, A vida me fez assim, a estréia de Teresa como compositora. Em 2005, participaram das comemorações do ano do Brasil na França, em Paris e gravaram o primeiro CD e DVD ao vivo, O mundo é meu lugar. Com Delicada, Teresa se consagra como compositora e cantora da nova safra que surge na MPB, como Céu e Roberta Sá. A faixa-título do novo CD é uma bossa nova do cantor e compositor Zé Renato, que ela letrou. Sua voz passeia desde o baião do maranhense João do Vale Pé do Lajeiro, com José Cândido e Paulo Bangu, já gravado por ninguém menos que Tom Jobim, ao samba de roda do baiano Walter Queiroz, Carrinho de linha, além do samba Gema, de Caetano Veloso. Já seu lado umbanda a despertou para o ponto estilizado Nem ouro, nem prata (Ruy Maurity/ Júlio J. do Nascimento/ José Jorge/ Olívia S. de Carvalho). “A primeira música que eu fiz foi um ponto de umbanda, que eu compus uma outra letra em cima daquela melodia. Fui muito atraída pela música, aquele batuque, aquele canto. Sou umbandista desde os 15 anos e sempre tento incorporar alguma coisa no meu repertório. Ela está sempre presente no som que eu faço”, conta Teresa. Há ainda outro tributo de gratidão, A paz do coração, do sambista Candeia. Foi ouvindo os discos do Candeia de seu pai, que Teresa começou a interessar-se pelo samba. Delicada acaba num “bloco de carnaval de rua”, com os sucessos Fechei a porta (Sebastião Motta/ Delice Ferreira dos Santos), sucesso de Jamelão, Rosa Maria (Aníbal da Silva/ Éden Silva) e Jura (Adolfo Macedo/ Marcelino Ramos/ Zé da Zilda), essas duas últimas músicas são interpretadas por integrantes do grupo Semente. O público ainda começa a descobrir o talento de Teresa Cristina, mas a cantora já reúne elogios de profissionais importantes do cenário musical. “Teresa Cristina e o Grupo Semente, os nomes mais cintilantes do samba brasileiro nos dias atuais, são o vértice da renovação da Lapa carioca, um valioso produto de exportação do Brasil”, avalia o musicólogo e crítico de música Zuza Homem de Mello. A cantora Beth Carvalho completa: “A Teresa tem uma voz lindíssima, gostosa de seu ouvir. Além disso, compõe muito bem. Ela é a rainha da Lapa”.

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