Está chegando a hora do francano cair na folia e cantar/dançar com Ivete Sangalo naquele que já se desenha como o megashow do ano em Franca. O número de ingressos já vendidos e a mobilização dos fãs francanos, das cidades da região e até de outros Estados dão conta do que será o evento. Vai ser o tipo de espetáculo para ficar na memória; que disso ninguém duvide.
Se o show da baiana já é bom de qualquer jeito, com abadá ele fica supimpa. Aliás, você conhece a origem deste termo, abadá, usado com tanta freqüência pelas tribos que acompanham as apresentações musicais de seus ídolos? Sabia não? Então anote aí para ficar ainda mais por dentro: abadá era na sua origem o nome do camisolão de mangas curtas usados por outra tribo, a dos negros malês, escravos chegados à Bahia desde o fim do século 18. Os malês eram islâmicos, oriundos do nordeste da África.
Gostavam de cantar, de dançar, e apimentaram com o seu ritmo e suas palavras a música e o léxico de nossa língua. Agregaram, enriquece-ram o caldo cultural baiano. Como era uma roupa confortável, quando o Carnaval vingou de vez, os foliões baianos vestiam os camisolões. Sendo largos e macios, pois de início confeccionados em algodão, permitiam enfrentar a folia no meio do maior calor de fevereiro na Bahia. Tempos depois chegaram as malharias com as camisetas e o resto você sabe.
Se você ainda não conseguiu o seu abadá, não se aflija não; mas também não fique aí parado que o carro passa e você não chega aonde quer... A última oportunidade está sendo oferecida pelo Comércio da Franca desde ontem. É o último lote: custa R$ 84 (você pode dividir em duas vezes) o abadá e cada assinante do Comércio tem direito a comprar até cinco. Mas tem prazo: até sexta-feira. As regalias são muitas para quem estiver vestindo um abadá: entrada exclusiva, open bar durante o show (cerveja, refrigerante e água), segurança para transitar e, o que é demais: você fica no Bloco Se Liga, em frente ao palco, pertinho do furacão. Tem coisa melhor? Tem não, diria um baiano.
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