Há três anos, depois de quase dois tentando se curar de um câncer no tórax, o fiscal de loja Carlos Alberto da Silva, 27, ficou paraplégico. O problema foi conseqüência do tratamento de radioterapia. Ele recebeu o auxílio-doença do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por um tempo, mas depois do último vencimento, ele foi recusado. “Tive uma infecção grave de urina e não consigo controlar minhas necessidades fisiológicas. Tentei de novo, mas o pagamento foi recusado”. Segundo Carlos, o INSS alegou que ele está apto a trabalhar uma vez que a deficiência não o impede de exercer a profissão.
Para o médico Marcelo Morickochi, que acompanha o caso há quatro anos, o quadro de Carlos merece atenção. “Ele precisa fazer fisioterapia e drenagem. Trabalhando, isso fica comprometido”. A reportagem entrou em contato com a assessoria do INSS por volta das 15h30 para confirmar a justificativa, mas a responsável pelo assunto, Keila de Abreu, já havia ido embora e não autorizou outra pessoa a responder por ela.
Desempregado, Carlos está passando dificuldades em casa. “Meus pais estão arcando com as despesas que devem chegar a R$ 1 mil por mês”. Na expectativa de solucionar o problema, ele entrou na Justiça. “Não tenho como trabalhar e preciso muito do dinheiro. Agora é torcer”.
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