Convém lembrar também que a PEA aumentou numa velocidade e taxa bem acima da taxa de crescimento do PIB, além do fato do volume de investimentos não ser suficiente em relação à taxa de expansão da PEA. Quanto aos salários, este fenômeno já fora denunciado inclusive pelo IPES já faz um bom tempo, ou seja, as empresas de modo geral requerem um trabalhador polivalente, poliglota, multifuncional, especialista e generalista, qualificado para fazer o papel de marajá português, trabalhar muito para receber em troca algumas migalhas mensais. O que não se percebeu ainda, e me refiro aos empresários locais, é que ao reduzirem os salários dos trabalhadores, eles, os empresários estão automaticamente comprimindo o consumo e reduzindo o potencial de geração de lucros da própria economia. Crise gera crise. (Leia a matéria que ensejou o comentário em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=16500).
Hélio Braga Filho
é professor do Uni-FACEF e pesquisador do IPES/NEIC
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