A sindicância que ameaça o emprego de Wilson Teixeira não é o maior dos problemas que ele pode enfrentar por gerir mal - para dizer o mínimo - a Secretaria de Planejamento. A punição máxima que o processo administrativo pode produzir é a perda do cargo. Ainda assim, se solicitar aposentadoria antes da decisão, pode se safar sem dificuldades. Maior problema, contudo, ele enfrentará se for condenado pela Justiça em decorrência do “Escândalo do Bagres”.
De acordo com denúncia do Ministério Público, o ex-secretário integrou o grupo que superestimou as obras do canal e que teria por objetivo desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. O MP apontou para o crime de fraude em licitação pública e chegou a indicar suspeitas de conluio e formação de quadrilha. A Polícia Civil apura a parte criminal. Se condenado, ele pode pegar até sete anos de cadeia.
Junto dele, estão a dona da Betontest Engenharia, Taísa Franceschi; seu marido, o engenheiro da Prefeitura Marco Franceschi; o engenheiro Virgínio Reis; o ex-presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações) Caetano Perobelli e o proprietário da FFC Engenharia, José Eduardo Corrêa.
O Ministério Público também investiga o caso que envolve o loteamento Chácaras Ana Dorothéia. Há um inquérito em fase adiantada, que pode se transformar, nos próximos dias, em outra ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça. “Esse caso é ainda mais grave que o outro. Tem mais provas”, disse uma fonte ligada à Prefeitura.
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