Clínicas oferecem acupuntura para cachorro


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O médico veterinário Daniel Kan Honsho e a residente Danusa Rigolin enquanto fazem acupuntura na cadela Vick na Clínica Veterinária da Unifran
O médico veterinário Daniel Kan Honsho e a residente Danusa Rigolin enquanto fazem acupuntura na cadela Vick na Clínica Veterinária da Unifran
Homeopatia para tratar rinite ou depressão; agulhas contra dores na coluna e aromas para acalmar... Não, não estamos falando de tratamentos para pessoas, mas em animais. Homeopatia, fitoterapia (à base de plantas), florais e acupuntura (técnica feita com agulhas) não são mais usados apenas por humanos. O mundo animal também tem testado e aprovado essas opções. Em Franca, de 14 clínicas veterinárias consultadas, quatro oferecem as técnicas para cuidar de cachorros, gatos, aves e até cavalos e vacas doentes física ou emocionalmente. O Hospital Veterinário Okamura tem 25 anos e há 20 trata seus clientes com acupuntura. O uso das agulhas é indicado para animais com problemas de coluna, nas articulações, tendões, músculos e vítimas de paralisia. “É bastante comum atender os cães que têm a coluna comprida (raça daschund) porque têm predisposição a ter complicações nesta parte do corpo”, disse o veterinário Marcos Okamura, especialista em acupuntura veterinária. É mais comum atender espécies de pequeno porte, mas equinos e bovinos já passaram pelo teste das agulhas. Durante as aplicações, os animais não recebem nenhum medicamento, ficam deitados ou em pé sobre a maca e as agulhas são introduzidas em várias partes do corpo: cabeça, patas e colunas. O tempo gasto varia de 15 a 40 minutos e eles não sentem dor. “É como nos humanos. Não aplicamos em pontos com nervos ou ligamentos nervosos, é só corrente de energia”, explica Okamura. Esse tipo de tratamento custa a partir de R$ 150 (o pacote com o número de sessões necessárias) e costuma ser rápido. “Em duas semanas, o paciente já costuma melhorar”, disse Daniel Honsho, diretor do Hospital Veterinário da Unifran. Os dois profissionais relataram casos de clientes que voltaram a andar depois do tratamento. “Um cão com paralisia tem basicamente duas alternativas: ser sacrificado ou fazer cirurgia. A acupuntura pode resolver o problema”, disse Okamura. Daniel comentou outras vantagens da técnica. “Causa menos estresse que a cirurgia, tem um custo menor e reduz os riscos de morte durante e no pós-operatório, mas para funcionar, o diagnóstico da doença tem de ser preciso”. A homeopatia é outro tipo de terapia a ganhar espaço entre a bicharada e costuma ser associada a outros medicamentos. “Alguns animais têm sensibilidade a remédios alopáticos e sofrem com efeitos colaterais fortes. Procuramos usar alopatia durante as crises da doença e homeopáticos para controlar o problema”, disse a veterinária Selma Freitas, da Clínica Francana. Lá, a técnica é oferecida há três anos. Dos 500 clientes, 150 aderiram à homeopatia para curar problemas de pele, alergias (rinite, bronquite etc.), doenças infecciosas (as urinárias em especial) e hipertensão. Há outras indicações de uso. “Indicamos para animais depressivos, agressivos, que se mordem, arrancam as penas ou têm outros distúrbios de comportamento. Antes de iniciar o tratamento, porém, é preciso fazer exames para saber se há problemas físicos nos bichos”, disse a veterinária Maristela Rocha, da Clínica São Francisco, que oferece homeopáticos faz 15 anos. O uso se assemelha ao feito com pessoas. Os bichinhos podem “escolher” entre remédio em glóbulos (bolinhas) ou líquido. Os frascos custam em média R$ 8,50 e o tempo de uso é variado. Um outro tratamento bastante curioso é a chamada radiestesia clínica. Ao preço de R$ 40, a Clínica São Francisco promete avaliar o físico e as vibrações energéticas dos animais para então indicar tratamentos. “Trabalhamos com um pêndulo que avalia os chacras, que são os sete pontos de energia do organismo, para saber onde não está funcionando bem. Podemos fazer a análise no próprio paciente ou a distância, com uma parte do corpo dele, como pêlos e sangue”, disse Maristela. Para a veterinária, que é pós-graduanda em terapia alternativa, o investimento de técnicas diferentes é reflexo da busca de profissionais e donos pelo bem-estar dos bichos. “Quem gosta deles sempre quer qualidade de vida para eles. Para isso, usam técnicas bem diferentes, que costumam ser mais brandas que as tradicionais”. Nessa toada, até mesmo sprays com perfumes entram em cena, é a chamada aromaterapia. Maristela disse que algumas essências podem relaxar. “Por exemplo, se um cão fica muito agitado quando está no carro, o proprietário pode jogar um spray de lavanda no banco que dali a pouco ele ficará calminho”. Os sprays são vendidos em farmácias e cada cheiro é indicação para determinado problema. Resta testar para ver se funciona...

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