Igrejas lançam candidatos de olho no voto de fiéis


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Templo da Evangelho Quadrangular em Franca: igrejas querem voto de fiéis
Templo da Evangelho Quadrangular em Franca: igrejas querem voto de fiéis
Diminuir candidatos para ampliar os votos e conseguir eleger representantes na Câmara. A estratégia - uma tendência nacional - deve ser usada pelos grupos evangélicos de Franca nas eleições de 2008. A intenção é evitar o que aconteceu nas eleições de 2004, quando os religiosos perderam as duas vagas que tinham na Casa e não conseguiram eleger um representante sequer. Na ocasião, José de Deus (PR), da Igreja Universal, e Rita Reis (na época no DEM), da Igreja Quadrangular, eram os vereadores evangélicos. A Assembléia de Deus, por exemplo, aposta em um nome único para que não haja divisões como em 2004. Na ocasião, 22 membros da religião disputaram um lugar na Câmara. Nenhum foi eleito. Para 2008, 32 integrantes da Assembléia de Deus pleiteavam uma vaga no Poder Legislativo. Para se chegar a um nome comum, a igreja organizou uma pré-eleição nos moldes oficiais. Com uma urna emprestada pelo Tribunal Regional Eleitoral, cerca de seis mil fiéis, em 42 igrejas, escolheram como candidato o pastor Otávio Pinheiro (PTB), que também é agente de crédito do Banco do Povo. Ele teve 40,44% dos votos e é o nome oficial da Assembléia de Deus para as eleições. “A Assembléia de Deus nunca teve um representante na Câmara. Chegou a nossa vez”, diz Olavo. Na disputa, ficaram para trás Claudinei da Rocha (PSB), com 35,46%, Ricardo Dias (PSB) que conseguiu 11,67% e Emerson Vasconcelos (PSDC), que somou 11,55% dos votos. Todos os candidatos assinaram um acordo em que se comprometiam a não concorrer às eleições caso perdessem na disputa interna. O pastor Edson Oliveira, presidente dos Campos das Assembléias de Deus de Franca, diz estar animado com o resultado. “Sempre existe uma divisão de voto. Escolhemos um candidato único para ver se conseguimos eleger um vereador. Temos mais de seis mil eleitores. Acho que é possível”, diz. Mas a Assembléia de Deus não é a única. A igreja Quadrangular também se mobiliza. Lá, ao invés de um único candidato, dois pastores tentarão chegar à Câmara. O número se deve à divisão da igreja em duas regiões geográficas. Na primeira, o pastor Edson Santos Oliveira (PP), conhecido como Edson Gudin, também foi eleito por meio de um plebiscito. Os votos válidos, no entanto, não foram os dos fiéis. Ele teve a aprovação de 18 dos 33 pastores da igreja. Já na segunda região, a escolha não foi tão democrática. A candidata é a presidente da igreja, a pastora Mirian de Carvalho (PP) . “Não teve ninguém que quisesse concorrer com ela”, diz um pastor da igreja. Mirian foi procurada pelo Comércio, mas não quis falar. A Igreja Presbiteriana, que tem forte inserção na comunidade de Franca, não deverá ter um candidato próprio. De acordo com o Pastor Allen Borges, a igreja apenas orienta seus fiéis a escolherem um candidato que represente os ideais da igreja. “A gente trabalha para que os fiéis verifiquem, dentre os candidatos, quais têm credibilidade e prezem pela justiça social. Nem sempre o candidato evangélico é o melhor candidato”. Representantes da Igreja Universal do Reino de Deus não foram encontrados durante a realização da matéria, que durou três dias.

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