Francano reclama demais?


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Dizem que francano reclama demais. Neste quesito reconheço que sou especialista. Não há mal nenhum em reclamar, desde que baseado em fundamentos concretos e desde que você já tenha tentado, de várias formas, mudar a situação da qual reclama. Reclamar é uma espécie de esporte nacional brasileiro. Reclamação que se preza foge de briga. Seu isolamento do nascimento até o último resmungo é questão de sobrevivência. Se a gente pudesse chamar reclamação de esporte, não tenho dúvidas que ela seria mais popular que futebol. Reclamar é muito mais democrático que jogar bola. Primeiro porque as mulheres adoram, segundo porque está ao alcance de todas as idades e tipos de condicionamento físico. Nunca se é velho demais, ou gordo demais, ou fumante demais para reclamar. O brasileiro pode reclamar do trânsito, da Francana que não engrena, do serviço público, dos preços, do trabalho, da cobrança de mais IPTU nesse final de ano, das obras no Córrego dos Bagres que estão esperando as chuvas para começar, do abandono em que se encontra a Praça da Estação e até dos políticos. Ou de qualquer outra coisa que der na telha, porque a questão não é apenas de infra-estrutura e dedicação, mas de talento também. E reclamar é uma coisa que está no nosso sangue. E já que é para reclamar, acho que os sete pecados capitais deveriam ganhar mais um colega. O mau atendimento. Às vezes me pergunto por que algumas pessoas têm o poder de deixar a gente com o humor no pé. Não sei se realmente é o interlocutor que provoca ou é nosso estado de espírito que nos deixa dessa forma. Basta, por exemplo, chegar a um estabelecimento e ser mal atendido que já fico mal-humorado. Geralmente, a irritação fala mais alto. Deixei de comprar várias coisas por conta disso. Sou daqueles típicos clientes chatos. Sento-me à mesa e espero ser bem atendido. Não no sentido de ser paparicado pelo atendente, mas ser tratado com educação, respeito, honestidade e com todas as qualidades com que trato as pessoas que têm contato comigo. O que mais me incomoda é estar em um local comercial, seja loja ou de serviços, e a balconista ou atendente ficar conversando com o outro funcionário e não vir atender e nem ao menos perguntar o que estou fazendo lá dentro. Em alguns casos, a impressão que se tem é que a ordem das coisas se inverte. Parece que a gente é que está lá para que eles nos façam um grande favor. Outro dia, num supermercado, estava passando a compra e a moça do caixa não parava de conversar com outra funcionária. Não deu outra: passou duas vezes o mesmo produto. Sempre fico atento a isso, para não ter prejuízo no final. Hoje em dia, em muitos bares e restaurantes de Franca, existe total falta de confiança nos sistemas de cobrança, onde a verdade absoluta sempre está na ponta da caneta do garçom. Recentemente estava com a família numa churrascaria. Não sei se foi sem querer ou não, mas cobraram quatro uísques e algumas cervejas. O detalhe é que tínhamos tomado apenas água mineral e refrigerantes. Reclamamos e o garçom sequer pediu desculpa. Saiu da mesa com a cara amarrada e acertou os números. E olha que pedimos de forma educada, falando que havia ocorrido um engano. Diante da reação tão absurda de alguém que está lá para servir (é esta sua função, não?), dissemos que nunca mais voltaríamos ao local. E vou contar para quem quiser ouvir o que aconteceu. Temos direitos como consumidores, e ser bem-tratado é um deles. DIA DA CRIANÇA Na véspera em que se comemora o Dia da Criança nada melhor do que lembrar os direitos que elas possuem, hoje previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), porque na prática estes direitos não eram reconhecidos. Uma criança e um adolescente não podem ser “objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Qual a nossa contribuição para o enfrentamento da violência contra as crianças em Franca? A responsabilidade é de todos nós. POSITIVO Agentes da Dise comandados pelo delegado Pedro Luiz Daláqua tiraram de circulação três dos maiores traficantes de Franca. A ação foi positiva, mas é preciso continuar. Pesquisas mostram que 99% dos casos de violência em uma cidade estão relacionados a drogas. NEGATIVO Houve uma época em que os coretos representavam mais que simples adorno. Eles constituíram palco privilegiado a comícios com oradores “inflamados”, apresentação de bandas, retretas e demais festividades. Em Franca temos dois deles. Um na Praça da Estação e o outro no Bairro Miramontes. Os dois abandonados. A Prefeitura de Franca deveria conservar esses históricos coretos, recuperando-os, para posterior tombamento. Este tipo de patrimônio deve ser mantido não como uma simples construção que está atrapalhando o progresso de nossa cidade e sim como mais uma obra que ajudará a nós e a nossa posteridade a compreender melhor nossa história. JORNAL DO ABC Acusamos o recebimento de mais uma edição do Jornal Politika do ABC, que circula nas sete cidades da Região do ABC Paulista. Carlos Laranjeira, jornalista responsável, destaca nossa coluna no Comércio, divulga o site desse jornal e fala das homenagens que recebemos no mês passado da Câmara Municipal de Franca e do Rotary Franca Norte. Seu artigo também lembra os 30 anos de serviços ao jornalismo que prestei naquela região e como destaque na página mostra uma foto da vereadora e delegada Graciela David Ambrósio, quando me entregava o título de Honra ao Mérito na Câmara de Franca. Emocionado com a lembrança, agradecemos ao amigo de longa data.

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