Entre os vereadores que mais se ausentaram de votações de projetos estão Marcelo Valim (PSDB, 24 vezes), Valter Gomes (PSB, 23) e Marcelo Caleiro (PMDB, 22). Se a investigação do Ministério Público resultar em uma ação civil, eles poderão ter de reembolsar aos cofres públicos, juntos, mais de R$ 70 mil.
Gomes e Caleiro não se manifestaram sobre o assunto. Marcelo Valim, por outro lado, indignou-se com os números. “Há situações complicadas, que a pessoa praticamente puxa a gente para conversar. Não tem como não dar atenção”, disse. “Se errei, assumo, não tenho medo, mas não acredito que haverá descontos”.
O presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), também foi atingido diretamente pelo problema. Ausentou-se em pelo menos 18 votações desde o início da legislatura, em 2005, o que o coloca em quarto lugar entre os mais faltosos. “Para evitarmos isso, é preciso que acrescentemos a abstenção no Regimento Interno”, disse.
Os motivos apresentados pelos vereadores para as ausências são variados. O atendimento à população é um argumento bastante usado. Outros reconhecem que saem do plenário para lanchar. Mas, na realidade, a maioria ocorre por conveniência quando, para não se indispor com ninguém, o parlamentar simplesmente sai do plenário para não votar.
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