Após crises emocionais, Gibson pede dispensa


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Após chorar durante dois dias consecutivos no treinamento do Unimed/Franca, o pivô Wendell Gibson pediu dispensa da equipe e embarca hoje para os Estados Unidos. Segundo o técnico Hélio Rubens, o caso é mais grave do que se imaginava. "Ele não conversava com ninguém. Anteontem, saí com ele para dar uma volta e ele não falava coisa com coisa. Foi aí que notei que tudo ia além de uma simples depressão pelo fato de estar longe dos familiares, como todos nós imaginávamos. Creio que ele tenha algum tipo de esquizofrenia e necessita de tratamento médico urgente", revelou. Gibson estaria inclusive ouvindo vozes. O treinador afirmou que a gravidade do caso é tamanha, que o jogador não conseguia ir ao restaurante e pedir qualquer alimento. "Realmente ficamos muito preocupados com a situação dele, tanto que um representante do clube irá acompanhá-lo até o aeroporto para que possa ajudá-lo no embarque. Também avisamos a mãe dele, que irá aguardá-lo nos Estados Unidos", completou. Desde que chegou à cidade, o jogador teve dificuldades na sua adaptação. O atleta não conseguia sequer dirigir o carro cedido pelo Franca Basquete, pois estava habituado com carros automáticos. No último fim de semana, Gibson desmaiou durante um culto evangélico e permaneceu desacordado por vinte minutos. William Drudi, que dava carona ao colega, lamentou a saída do atleta. "Ele era um cara fechado, mas era boa pessoa e um excelente jogador. Tomara que tudo dê certo no tratamento a que ele se submeterá. Mas a vida continua e vamos continuar trabalhando", finalizou. Não há nomes para substituir o jogador. A única certeza é que ele virá novamente de fora do País.

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