Oposição pressiona e Câmara barra isenção


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Vereador Marcelo Mambrini (PMN, à dir.), na sessão de ontem da Câmara, come pizza oferecida por seu colega Silas Cuba (PT, à esq.) em alusão à decisão do prefeito Sidnei Rocha de não demitir os servid
Vereador Marcelo Mambrini (PMN, à dir.), na sessão de ontem da Câmara, come pizza oferecida por seu colega Silas Cuba (PT, à esq.) em alusão à decisão do prefeito Sidnei Rocha de não demitir os servid
A Câmara de Franca adiou, na sessão de ontem, um projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que previa a isenção de pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) retroativo aos anos entre 2003 e 2005 para carnês com valor inferior a R$ 33. As dúvidas dos vereadores dizem respeito à forma como o Executivo quer dar a isenção e os valores envolvidos. Pelo menos três parlamentares classificaram a matéria como “estranha”. Na semana que vem, o projeto voltará à pauta. O mais crítico opositor ao projeto foi Gilson Pelizaro (PT). Ele questionou, inicialmente, o fato de a Prefeitura querer dar a isenção sem qualquer contrapartida dos contribuintes. “Não entendo. Se há uma renúncia fiscal, tem de haver algum tipo de compensação. Foi o que nos disseram quando não quiseram isentar os outros 22 mil que pagarão o IPTU retroativo”, disse o petista. “Na época, quiseram barganhar a isenção por taxa de iluminação pública e tarifaço”. Em seguida, afirmou que os R$ 33 defendidos pela Prefeitura como custas de cobrança “não existem” e que tal valor está fora da realidade. “Mandar uma cobrança custa R$ 0,80. Onde que eles arrumaram que custa R$ 33? Isso é subestimar a inteligência da população e dos vereadores”, disse. De tanto insistir, Pelizaro convenceu os vereadores da base governista a recuarem. O primeiro foi Maurício Chináglia (PSB). Ele ficou inquieto e chegou a se retirar do plenário. Ficou aliviado com o pedido de adiamento de outro governista, Válter Gomes (PSB). “Não estava à vontade para votar. Esse valor tem que ser melhor explicado pelo prefeito”, disse. Dos outros projetos em discussão, foi aprovada a cessão de uma área pública do Jardim Palma para a construção de 54 moradias populares, assim como o parcelamento de multas municipais sem a retenção dos documentos do veículo e a contratação de 84 médicos, entre emergencialistas e especialistas, para a rede municipal de saúde. PIZZA Pelizaro e Silas Cuba (PT) inventaram uma forma diferente de protestar conta a administração Sidnei Rocha. Ontem, levaram duas pizzas ao plenário, durante o uso da Tribuna Livre, em alusão à decisão do prefeito de não demitir o ex-secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira nem o engenheiro Marco Antônio Franceschi, ambos acusados de envolvimento no “Escândalo do Bagres”. “Pois é, falam tanto de Brasília, mas aqui também temos nossas pizzas”, provocou Cuba.

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