Pelo segundo dia consecutivo, o pivô Wendell Gibson, de 24 anos e 2,03 metros, demonstrou abatimento durante os treinos do Unimed/Franca. Ontem, ele chorou após o encerramento das atividades na quadra do Póli. Desta vez, o jogador foi consolado pelo técnico Hélio Rubens Garcia e por seu filho, o armador Helinho. Segundo os jogadores do Unimed/Franca, Gibson é muito reservado e se recusa a comentar os problemas que o estariam incomodando. "Ele só fala que não está bem e que sente falta da família, nada além disso. O Wendell é um cara fechado, que não gosta de falar muito", disse o ala Felipe. Durante os intervalos dos treinamentos, enquanto os outros atletas treinam arremessos, Wendell Gibson fica sentado no banco de reservas, cabisbaixo.
Ninguém fala abertamente sobre o assunto, mas o comportamento do jogador vem constrangendo alguns companheiros de equipe e a própria comissão técnica do time. O jogador não fala nada sobre o assunto.
Ontem, o cardiologista Francisco Sérgio Garcia declarou com exclusividade ao Comércio que o pivô havia sido aprovado nos exames de avaliação de sua condição física. "Clinicamente, ele está apto para jogar, o atleta não tem nenhum problema", declarou. Já Francisco Rocha, presidente do Franca Basquete, dá a receita para a cura do jogador. "O melhor psicólogo para ele será a quadra. Quando ele for liberado e começar a jogar, esse sentimento ruim passará", afirmou o dirigente.
Mas o remédio para a tristeza de Gibson pode estar vindo de muito longe. Sua mãe, que reside nos Estados Unidos, deve chegar à cidade no próximo fim de semana para passar um período ao lado de seu filho. Na tarde de ontem, a secretaria do Franca Basquete recebeu um telefonema do consulado brasileiro indagando se Gibson era atleta do clube. O procedimento foi realizado para agilizar a liberação do visto de entrada da mãe do atleta no País.
PREPARATIVOS
Com excessão do problema envolvendo Gibson e ao contrário do que aconteceu segunda-feira, o treinamento de ontem foi realizado normalmente. O pivô Rafael Mineiro, que se chocou com o ala Marcelo naquele dia, foi poupado das atividades, mas está confirmado para o jogo de amanhã contra o Paulistano, no Póli.
William Drudi também não treinou, pois está contundido, mas deve jogar. Domingo, em casa, o time sofreu a primeira derrota no Paulista para o São José.
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