Franca e região têm meio bilhão de reais na poupança


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Hélio Braga Filho: classe alta de Franca eleva índice de poupança na cidade
Hélio Braga Filho: classe alta de Franca eleva índice de poupança na cidade
Os 439 mil habitantes da região de Franca tem, hoje, meio bilhão de reais na poupança. Isso significa que a região poupa 15,96% das riquezas que produz (R$ 3,2 bilhões). O índice é um pouco inferior à média nacional, que fica nos 17%. Os números são de um levantamento feito pelo Comércio da Franca com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE). Na média, é como se cada habitante da região tivesse R$ 1.165 em economias. É preciso ressaltar, porém, que os valores utilizados são apenas médias, ou seja, não significam que cada morador da cidade tenha este montante guardado. Trata-se apenas de uma referência. Entre as 11 cidades da região pesquisadas (veja quadro nesta página), a capital do calçado é a que mais poupa. São mais de R$ 380 milhões, ou 17,8% de seu PIB (Produto Interno Bruto, o total das riquezas produzidas). Na média, é como se cada francano tivesse R$ 1.191 na poupança. O índice é quase oito vezes maior do que a última colocada, Restinga, a cidade mais mão aberta da região, que poupa apenas 2,35% do PIB, ou R$ 1,5 milhão. Apesar de Franca liderar a lista de cidades com índice de poupança mais alto da região, o percentual está na média nacional, como explica o professor Wilson Cano, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “A poupança está mais ou menos em torno do conceito nacional. É baixa, mas é por causa da renda baixa do País”, avalia. Outro dado interessante é que os moradores da região têm, em conjunto, R$ 812 milhões em dívidas. O total representa pouco mais de 25% do PIB regional. Nesse quesito, Pedregulho ganha disparado. São 32,1% do PIB - ou R$ 30,9 milhões - comprometidos com financiamentos e outras formas de crédito. Já Claraval (MG) é onde a população menos deve - R$ 359 mil -, ou 1,18% do PIB comprometido. Vale ressaltar que estes números são referentes ao universo total das cidades, considerando operações financeiras que englobam pessoas jurídicas e físicas. Para Cano, o índice é baixo. “A operação de crédito está abaixo da média nacional, que é de 35% (do PIB). Devia se esperar que, em São Paulo, esta taxa fosse maior por causa do poder aquisitivo do Estado e, em Franca, que fosse maior ainda, já que se trata de uma cidade industrial”, comenta o professor da Unicamp. Uma possível causa para os níveis de crédito estarem baixos, ainda de acordo com Cano, é também o motivo de reclamações do setor calçadista, a crise causada pelo câmbio e pela concorrência chinesa. “Isso talvez seja reflexo do fato de que a indústria de calçados esteja passando por um problema sério”.

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