Alfredo Palermo
Especial para o Comércio
Esta pequena nota diz respeito às comemorações dos 92 anos de História de Comércio da Franca, estendidas no sábado dia 22 de setembro pela entrega do Troféu Top of Mind. Promotores do evento, o jornalista Corrêa Neves Júnior e a presidente do Conselho de Administração do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, Sônia Machiavelli, fizeram jus ao Top Ten porque o Comércio é uma das dez marcas mais conhecidas de Franca, de acordo com o Instituto de Pesquisa Datalink. Como o mais velho amigo e colaborador do jornal, devo pedir desculpas pela ausência na bela festa realizada no Castelinho e à qual compareceram mais de mil convidados.
Gostaria de evocar, neste texto curto, algumas lembranças de fatos em que estive ligado ao jornal. E a primeira lembrança é de Ricardo Pucci, dono da Livraria do Comércio, cuja gráfica imprimiu durante quase vinte anos este jornal. Em 1942, já como colaborador, precisei de Ricardo, para um pequeno serviço de impressão de um modesto livrinho - Síntese Expositiva do Programa de Português - que eu deveria juntar ao processo de inscrição no primeiro concurso do Magistério Secundário.
Ricardo, com o cavalheirismo de amigo, atendeu a meu pedido. Saiu uma única edição de 400 exemplares, juntei cinco deles ao processo e guardei um, entregando à livraria o restante, para cobrir despesas. Lembro este fato porque, enfrentando a Banca Examinadora, recebi elogios pela idéia. O livrinho, com data de 1943, teve apresentação prefacial do saudoso Prof. Alcides Corrêa, diretor da Escola Normal e Colégio “Torquato Caleiro”.
Em modesta fase política, acabei como primeiro suplente da bancada federal do Partido Democrata Cristão, servindo por três anos. Do Rio de Janeiro, onde ainda funcionava a Câmara Federal, enviava pequenas crônicas, a que dei o pretensioso título de Cartas da Corte. O Comércio, a partir de 1955, publicou algumas cartas, entre as quais uma em que este suplente se posicionava entre os quatro deputados que defendiam Carlos Lacerda no processo de cassação, terminado com a absolvição do grande líder da UDN. Graças a esse fato, provavelmente, Lacerda me convidou para figurar na Comissão de Educação, de que era presidente Menotti Del Picchia, ocasião em que se discutia a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, e outros assuntos, dos quais a lei que escolheu o Ipê como árvore e flor representativa do Brasil.
Durante alguns anos colaborei na redação, pois sempre adorei o Comércio. E fui objeto de homenagem inesquecível: a reedição do Hino da Franca, música de Waldemar Roberto e letra deste cronista. O Hino, que fora objeto de lei municipal de 1968, precisava de uma regravação. Por isso, o saudoso Corrêa Neves, na comemoração dos 86 anos do Comércio, de que era diretor, patrocinou a regravação de 10 mil cópias, para distribuição nas escolas de Franca. Uma homenagem dentre várias que o Comércio me prestou e, por isso, no rol das festividades dos 92 anos desta folha, desejo registrar o agradecimento pessoal aos jornalistas Sônia Machiavelli e Corrêa Neves Júnior, herdeiros dos ideais e da bravura de Corrêa Neves, com o meu mais afetuoso abraço.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.